Projeto de estudantes de Jundiaí será realizado na Estação Espacial Internacional e vai analisar efeitos da microgravidade na comunicação entre células

Quatro estudantes brasileiras conquistaram o primeiro lugar na competição internacional ISS Journey com um projeto de pesquisa sobre câncer de mama. A vitória é inédita para uma equipe do Brasil no programa, que desafia alunos a desenvolver experimentos científicos para serem realizados em ambiente de microgravidade.

As alunas Beatriz Marques Herculano, Giovanna Machado Tasso e Lavínia Carboni Berti, de 14 anos, e Sara Lourenço Panico, de 15, estudam no Colégio Ser, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O experimento deverá ser enviado à Estação Espacial Internacional entre setembro e outubro deste ano.

Mais de 70 equipes brasileiras participaram da edição, mas apenas dez chegaram à etapa final. O ISS Journey é promovido pela International School, programa de ensino bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foundation.

Estudo investiga comunicação celular

O trabalho vencedor, chamado Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário, busca compreender como a ausência de gravidade interfere na comunicação entre células ligadas ao câncer de mama.

O foco está no secretoma, conjunto de substâncias liberadas pelas células para trocar informações entre si. A análise no ambiente espacial será comparada a um experimento de controle realizado na Terra.

A expectativa é que os resultados ampliem o conhecimento científico sobre processos biológicos complexos e contribuam para novas investigações relacionadas ao câncer de mama, uma das doenças que mais afetam mulheres no mundo.

Ciência escolar ganha alcance internacional

Como parte da premiação, as estudantes participaram de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, onde tiveram contato com cientistas, especialistas do setor aeroespacial e astronautas.

A conquista evidencia a importância da aproximação entre educação básica, ciência, tecnologia e pesquisa. Além do impacto acadêmico, o projeto leva a produção científica de estudantes brasileiras a um ambiente de pesquisa internacional, com potencial para inspirar novas gerações de meninas nas áreas de ciência, saúde e inovação.

Fonte e foto: Agência Brasil; informações reproduzidas por veículos parceiros.
Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória.

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