O Sistema CNC-Sesc-Senac apresentou nesta quarta-feira, 8 de julho, em Brasília, a Agenda dos Presidenciáveis 2026, documento que reúne propostas do comércio de bens, serviços e turismo para orientar o debate eleitoral e subsidiar futuras políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico do país.

A entrega foi realizada no Centro Empresarial CNC e reuniu lideranças empresariais, presidentes de federações e sindicatos, autoridades e representantes da imprensa. A iniciativa busca ampliar o diálogo com os pré-candidatos à Presidência da República e levar ao debate nacional demandas relacionadas à geração de empregos, investimentos, competitividade e ambiente de negócios.

A agenda foi elaborada a partir de contribuições de federações, sindicatos e empresários de diferentes regiões brasileiras. O documento é apresentado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, como uma plataforma de propostas do setor terciário, que reúne atividades de comércio, serviços e turismo.

Setor terciário no centro da economia

O comércio, os serviços e o turismo têm peso relevante na economia brasileira, tanto pela participação no Produto Interno Bruto quanto pela capacidade de geração de empregos e renda.

A proposta do Sistema Comércio é que as políticas públicas para o próximo ciclo de governo considerem os desafios enfrentados por empresas de diferentes portes, especialmente em temas como burocracia, acesso ao crédito, custos tributários, qualificação profissional e segurança jurídica.

Durante a apresentação, o 2º vice-presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac e presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Bohn, representou o presidente do Sistema, José Roberto Tadros.

Segundo Bohn, o documento foi construído a partir da escuta de representantes do setor produtivo em todo o país e busca contribuir com soluções permanentes para a economia brasileira.

“Entregamos aos presidenciáveis um verdadeiro tratado para o avanço e a prosperidade do Brasil”, afirmou.

Sete eixos para orientar políticas públicas

A Agenda dos Presidenciáveis 2026 está organizada em sete eixos estratégicos. Embora o documento tenha como foco o setor terciário, as propostas abordam medidas com impacto sobre toda a economia, como modernização do Estado, simplificação regulatória, fortalecimento da infraestrutura, qualificação profissional e estímulo à inovação.

Entre os princípios apontados como fundamentais estão a segurança jurídica, a democracia e o livre mercado. Para o Sistema Comércio, esses pilares são necessários para criar um ambiente mais previsível para investimentos, expansão de empresas e geração sustentável de empregos.

A entidade também defende políticas que ampliem o acesso ao crédito e reduzam entraves administrativos, especialmente para micro e pequenas empresas, que concentram parcela expressiva dos empreendimentos brasileiros.

Reforma tributária e administrativa entram no debate

A simplificação do sistema tributário aparece entre as principais demandas apresentadas pela CNC-Sesc-Senac. A entidade defende que a implementação da reforma tributária resulte em regras mais claras, transparentes e capazes de reduzir custos operacionais para as empresas.

O documento também cita a necessidade de uma reforma administrativa, de equilíbrio fiscal, redução dos juros e revisão da carga tributária. Para o setor, essas medidas podem aumentar a produtividade e ampliar a competitividade das empresas brasileiras.

O debate tem impacto direto no Espírito Santo, onde comércio, serviços, turismo, logística, portos, indústria e pequenos negócios têm papel importante na geração de empregos. Uma agenda nacional voltada à redução da burocracia e à ampliação do crédito pode influenciar desde empreendedores individuais até empresas inseridas nas cadeias de exportação e distribuição.

Brasil busca ampliar presença internacional

A Agenda dos Presidenciáveis também defende uma atuação mais forte do Brasil em mercados internacionais. Entre os diferenciais apontados estão a diversidade energética, os recursos naturais, o mercado consumidor, a produção agropecuária e o potencial turístico.

A proposta é transformar essas vantagens em ganhos de produtividade, geração de renda e novas oportunidades de negócios. Para isso, o setor produtivo defende políticas de incentivo à inovação, melhoria da infraestrutura e formação de mão de obra.

O documento será apresentado como contribuição institucional ao debate eleitoral de 2026 e deverá servir de base para reuniões e diálogos com pré-candidatos à Presidência da República.

Fonte: Sistema CNC-Sesc-Senac.
Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória.

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