O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão, segundo o parlamentar, foi tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma reunião realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Em nota divulgada nas redes sociais, Wagner afirmou que a prioridade, neste momento, será concentrar-se na defesa de sua inocência diante das investigações em curso, além de atuar na campanha pela reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e também em sua própria candidatura ao Senado.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência”, escreveu o senador.
Decisão ocorre após investigações
O anúncio ocorre poucos dias depois de Jaques Wagner ter sido alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de favorecimento ao antigo Banco Master.
As investigações apuram suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que irá demonstrar sua inocência durante o andamento do processo.
Com a saída de Jaques Wagner, o Palácio do Planalto deverá iniciar as articulações para definir quem assumirá a liderança do governo no Senado, cargo considerado estratégico para a negociação de projetos de interesse do Executivo junto aos parlamentares.
Até o momento, o governo federal não anunciou quem será o substituto do senador baiano.
Papel da liderança do governo
O líder do governo no Senado é responsável por articular a base governista, negociar votações e defender os projetos de interesse do Poder Executivo na Casa Legislativa.
A mudança ocorre em um momento importante para o governo, que busca manter apoio parlamentar para a votação de matérias econômicas e administrativas, além de intensificar a articulação política em ano eleitoral.
Na manifestação pública, o senador afirmou que continuará apoiando o projeto político do governo federal, apesar de deixar a função de líder.
Segundo Wagner, a decisão foi construída em diálogo com o presidente Lula e permitirá que ele concentre seus esforços na defesa pessoal e na disputa eleitoral de 2026.
Fonte e foto: Agência Brasil e Presidência da República
Edição: Tatiana Sobreira – Redação da Jovem Pan News Vitória







