O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve discutir com um auxiliar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a intenção norte-americana de classificar organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, como grupos terroristas.

A reunião está prevista para esta quarta-feira, durante a Conferência de Ministros da Defesa das Américas, no Peru. Múcio deve se encontrar com Elbridge Colby, subsecretário de Guerra dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o encontro foi solicitado pelo governo brasileiro.

Antes de embarcar, o ministro deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhar a posição que será apresentada aos representantes norte-americanos.

Soberania nacional deve estar no centro da conversa

A expectativa é que o governo brasileiro busque esclarecer se a eventual classificação das facções como organizações terroristas pode vir acompanhada de alguma iniciativa ou atuação dos Estados Unidos em território brasileiro.

A posição defendida pelo Palácio do Planalto deve destacar a soberania nacional e as ações de combate ao crime organizado já conduzidas por instituições brasileiras.

O debate envolve implicações diplomáticas, jurídicas e de segurança pública. A classificação de grupos como organizações terroristas pode afetar mecanismos de cooperação internacional, sanções financeiras, rastreamento de recursos e compartilhamento de informações entre governos.

Facções atuam em diferentes regiões do país

O PCC e o Comando Vermelho são apontados pelas autoridades de segurança como duas das principais organizações criminosas do país. As facções têm influência sobre rotas do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, além de conexões com grupos criminosos em outros países da América do Sul.

No Espírito Santo, o tema acompanha as discussões sobre integração entre forças de segurança, combate ao tráfico, inteligência policial e monitoramento de organizações criminosas que atuam dentro e fora do estado.

A reunião no Peru ocorre em um momento de ampliação do debate internacional sobre crime organizado transnacional, cooperação entre países e limites de atuação externa em questões de segurança interna.

 

Fonte: CNN Brasil.

Foto: EBC

Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória.

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