A Universidade Federal do Espírito Santo lançou um Banco de Fontes Negras com especialistas de diversas áreas do conhecimento, iniciativa que busca ampliar a presença de pesquisadores negros nos debates públicos, entrevistas jornalísticas e produções acadêmicas.

O projeto reúne docentes, técnicos administrativos e estudantes de pós-graduação pretos e pardos da universidade que desejam atuar como fontes especializadas para veículos de comunicação, instituições e pesquisadores.

Objetivo é ampliar diversidade na comunicação

Segundo a Ufes, a proposta é fortalecer a representatividade negra na imprensa e ampliar a visibilidade da produção científica desenvolvida por pesquisadores negros em áreas como: saúde; tecnologia; economia; política; direito; educação; meio ambiente; inovação e artes.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Comunicação da universidade e segue diretrizes ligadas ao jornalismo antirracista e à democratização das fontes de informação.

O Banco de Fontes Negras funcionará como uma plataforma de apoio para jornalistas e instituições que buscam especialistas negros em diferentes áreas do conhecimento.

No cadastro, os participantes informam:

  • área de atuação;
  • temas de especialidade;
  • currículo Lattes;
  • disponibilidade para entrevistas;
  • formas de contato.

De acordo com a universidade, os contatos pessoais não ficarão disponíveis publicamente. A mediação das entrevistas será feita pela equipe da Secretaria de Comunicação da Ufes.

Universidade reforça combate à invisibilidade acadêmica

A criação do banco também busca combater a invisibilidade histórica de pesquisadores negros nos espaços de fala e autoridade científica.

Dados da própria universidade apontam que a Ufes possui centenas de docentes, técnicos e estudantes negros atuando em diversas áreas da pesquisa científica e produção intelectual.

O reitor da universidade, Eustáquio de Castro, destacou que o projeto ajuda a reconhecer o protagonismo acadêmico e científico da população negra dentro da instituição.

Projeto segue iniciativas nacionais

A ação da Ufes segue modelos já adotados por outras universidades federais brasileiras e dialoga com movimentos nacionais ligados ao jornalismo antirracista e à ampliação da diversidade na mídia.

A universidade informou que o banco passará por atualização permanente e poderá ser utilizado tanto por veículos de imprensa quanto por pesquisadores e instituições interessadas em especialistas negros.

Fontes: Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) ; Ufes – Banco de Fontes Negras ; Secretaria de Comunicação da Ufes

Foto IA

Edição de Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória

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