A Polícia Federal prendeu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o hacker Victor Lima Sedlmaier, investigado no escândalo financeiro envolvendo o Banco Master e o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

A prisão ocorreu durante uma ação conjunta entre a Polícia Federal, a Interpol e autoridades locais dos Emirados Árabes Unidos. O investigado era considerado foragido da Justiça brasileira e tinha mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Operação apura esquema bilionário

Victor Sedlmaier é alvo da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema financeiro bilionário ligado ao Banco Master, além de crimes como invasões cibernéticas, espionagem e monitoramento ilegal de adversários do grupo investigado.

Segundo as investigações, o hacker integraria um núcleo especializado em ataques cibernéticos e coleta ilegal de informações em benefício de Daniel Vorcaro e aliados.

Prisão ocorreu após entrada em Dubai

De acordo com a Polícia Federal, as autoridades dos Emirados barraram a entrada do investigado no país e determinaram sua deportação imediata ao Brasil. Sedlmaier acabou preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A captura faz parte de mais uma fase da Operação Compliance Zero, que já levou à prisão de empresários, operadores financeiros e pessoas ligadas ao núcleo do caso Banco Master.

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou repercussão nacional após investigações apontarem suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, emissão irregular de títulos e organização criminosa.

As investigações da Polícia Federal indicam que o rombo financeiro pode alcançar bilhões de reais e atingir milhares de investidores. O caso passou a ser tratado como uma das maiores investigações financeiras da história recente do Brasil.

Operação segue em andamento

A Polícia Federal informou que novas diligências continuam sendo realizadas e outras fases da investigação não estão descartadas.

O caso tramita sob supervisão do Supremo Tribunal Federal devido à presença de pessoas com foro privilegiado entre os investigados.

Fontes e fotos: Agência Brasil ; Reuters; Polícia Federal; Supremo Tribunal Federal.

Edição de Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória

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