A intensa onda de calor que atinge a Europa já deixou cerca de mil mortos na França e colocou autoridades de diversos países em estado de alerta. Segundo a agência francesa de saúde pública, a maior parte das vítimas é formada por idosos que viviam em instituições de longa permanência ou em residências particulares. O número de mortes ainda pode aumentar à medida que novos registros forem contabilizados.
As temperaturas chegaram aos 40 graus Celsius em várias regiões do continente. Cientistas classificam o fenômeno como a pior onda de calor já registrada na Europa desde o início das medições modernas. Além dos impactos à saúde, o calor extremo comprometeu sistemas de transporte, reduziu a geração de energia e provocou danos à infraestrutura em diferentes países.
Na Alemanha, serviços ferroviários foram reduzidos e linhas de bonde chegaram a ser suspensas por causa das altas temperaturas. Na Itália, a diminuição do nível do rio Pó permitiu o avanço da água do mar para o interior, aumentando a preocupação com a agricultura e áreas de preservação ambiental. Tempestades também atingiram partes da França e da Alemanha, provocando interrupções no fornecimento de energia.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente sob condições de calor extremo na Europa. Segundo ele, eventos que antes ocorriam uma vez por geração agora tendem a se repetir quase todos os anos em consequência das mudanças climáticas.
Pesquisadores afirmam que a onda de calor teria sido praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela ação humana. Estudos indicam que as temperaturas extremas registradas neste período se tornaram cerca de cem vezes mais prováveis do que há apenas duas décadas.
Meteorologistas preveem uma redução gradual das temperaturas na Europa Ocidental nos próximos dias, mas alertam que a massa de ar quente deve avançar em direção à Europa Central e aos Bálcãs, mantendo o risco de novos impactos sobre a população.
Fonte e foto: Agência Brasil
Edição: Tatiana Sobreira | Redação da Jovem Pan News Vitória







