O frontispício do Convento São Francisco, localizado na Cidade Alta, em Vitória, foi oficialmente restaurado e entregue nesta sexta-feira (8), em uma cerimônia que reuniu autoridades, representantes da Igreja Católica e membros da comunidade capixaba.
Considerado um dos mais importantes patrimônios históricos e religiosos do Espírito Santo, o convento reafirma sua presença na paisagem do Centro Histórico após a conclusão das obras de recuperação da fachada.
Fundado no final do século XVI, com pedra fundamental lançada em 1591, o Convento São Francisco é apontado como uma das mais antigas construções franciscanas do Brasil e o primeiro convento da ordem construído fora da região Nordeste.
O conjunto arquitetônico surgiu a partir de um convite feito por Vasco Fernandes Coutinho Filho aos frades franciscanos e acompanhou o desenvolvimento urbano, religioso e social da então Vila de Vitória.
Ao longo de mais de quatro séculos, o edifício teve diferentes funções e atravessou momentos marcantes da história capixaba. O espaço já serviu como centro de formação religiosa, cemitério público durante epidemias no século XIX, sede do Orfanato Cristo Rei e centro administrativo da Igreja Católica.
Atualmente, o convento abriga a Cúria Metropolitana e o Centro de Memória da Arquidiocese de Vitória.
Tombado como patrimônio estadual desde 1984, o frontispício preserva características da arquitetura colonial original, mesmo após intervenções realizadas ao longo dos anos.
Segundo a secretária de Governo de Vitória, Cris Samorini, o restauro representa um importante movimento de valorização da memória e da identidade cultural da capital.
“Este é um momento de celebrar a reconexão com a história de Vitória, valorizando o Centro e resgatando a identidade da cidade. O restauro representa um trabalho importante de preservação do patrimônio e fortalecimento dos valores culturais e religiosos”, afirmou.
A entrega da obra integra as ações de revitalização do Centro Histórico de Vitória e reforça o papel do Convento São Francisco como símbolo da cultura, da espiritualidade e da memória coletiva do povo capixaba.
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Fontes: Prefeitura de Vitória
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória







