O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou na terça-feira (14) que o papa Leão XIV deveria “ter cuidado” ao falar de teologia, ao se referir ao conflito no Irã.

Falando em seu voo da Argélia para Camarões, na segunda etapa de uma turnê de 10 dias pela África, o primeiro pontífice americano pediu respeito por todas as pessoas e defendeu o diálogo entre comunidades de diferentes crenças. “Embora tenhamos crenças diferentes, maneiras diferentes de cultuar, maneiras diferentes de viver, podemos viver juntos em paz”, declarou Leão, que passou dois dias na Argélia, país de maioria muçulmana onde a Igreja Católica é minoria. “Promover esse tipo de imagem é algo que o mundo precisa ouvir hoje.”

A declaração de Vance ocorreu um dia depois de o papa ter dito à Reuters que pretende continuar criticando a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, independentemente dos comentários do presidente norte-americano, Donald Trump. Na véspera, Trump havia classificado Leão como “terrível” e, na noite de terça, dobrou a aposta com nova postagem nas redes sociais, apesar da repercussão negativa entre cristãos americanos de diferentes correntes políticas.

Leão, que completa um ano como líder da Igreja de 1,4 bilhão de fiéis em maio, manteve perfil discreto nos primeiros dez meses, mas nas últimas semanas tornou-se um crítico declarado do conflito. No voo desta quarta-feira (15), o papa não comentou especificamente as críticas de Trump nem a declaração de Vance.

Ele citou uma de suas principais influências espirituais, Santo Agostinho de Hipona, morto no ano 430, para defender “a unidade entre todos os povos e o respeito por todos os povos, apesar das diferenças”.

*Com informações da Reuters

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