O programa De Olho na Cidade desta sexta-feira (29) recebeu a atriz amazonense Carmen Judithsk, que está em cartaz com o espetáculo “Blourinha – A Tragicomédia”, apresentado no Teatro de Garagem, na Barra do Jucu, em Vila Velha. A peça acompanha uma personagem rica, herdeira e completamente desconectada da realidade social ao seu redor, usando humor e ironia para provocar reflexões sobre desigualdade, consumo e relações humanas.
Carmen explicou para a jornalista Tatiana Sobreira que a personagem surgiu como uma ferramenta de crítica social construída a partir do humor. Segundo a atriz, a proposta é abordar temas complexos sem tornar a experiência pesada para o público.
“A Blourinha vem pra fazer uma crítica do que eu acho importante, mas de um jeito divertido, porque a vida já é pesada e não precisamos de mais peso”, afirmou.
A artista destacou que a personagem nasceu inicialmente nas redes sociais e ganhou força até chegar ao palco. Hoje, segundo ela, a relação direta com o público é um dos principais diferenciais do espetáculo.
Carmen também explicou que o Teatro de Garagem surgiu da necessidade de criar um espaço cultural mais frequente na Barra do Jucu, região que possui forte tradição artística, mas que carecia de uma programação teatral contínua.
Ao comentar a mensagem central da obra, a atriz afirmou que a personagem questiona a lógica da produtividade extrema e convida o público a refletir sobre valores humanos em uma sociedade marcada pela competição constante.
“A fala dela que mais me toca é que ela é a favor do anti-produtivismo. Ela lembra que nós somos humanos”, disse.
Outro tema presente no espetáculo é a desigualdade social. De acordo com Carmen, a crítica feita pela personagem busca provocar reflexão sem abrir mão da leveza e do humor.
“A guerra que realmente importa é contra a pobreza, contra a fome, contra a miséria”, destacou.
Durante a entrevista, a atriz também falou sobre sua trajetória artística e a influência da família. Filha do poeta e jornalista amazonense Aldísio Figueiras e neta de Paulo de Paula, ela afirmou carregar referências ligadas à cultura, à literatura e ao teatro desde a infância.
“Eu me sinto herdeira de valores humanistas e tenho muita vontade de deixar algum legado nesse sentido”, afirmou.
A temporada de “Blourinha – A Tragicomédia” segue em junho, com apresentações aos sábados, às 19h, no Teatro de Garagem, localizado na Barra do Jucu. O espaço possui capacidade para apenas dez espectadores por sessão, o que torna as apresentações mais intimistas e próximas do público.
Os ingressos custam R$ 30 e podem ser reservados por meio do perfil oficial da personagem nas redes sociais.
A entrevista completa pode ser conferida no canal do Youtube da Jovem Pan News Vitória, clicando aqui.
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Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







