Mudanças na arbitragem já estão valendo e podem aumentar em quase seis minutos o tempo de bola rolando por partida

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram nesta segunda-feira (10) um pacote com dez novas regras de arbitragem para as competições nacionais. As mudanças entram em vigor imediatamente e têm como principal objetivo reduzir o tempo perdido durante as partidas.

As novas regras serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, na Série A1 do Campeonato Brasileiro feminino e também na Copa do Brasil. As medidas seguem alterações definidas pelo International Football Association Board, órgão responsável pelas regras do futebol mundial.

De acordo com a CBF, a expectativa é aumentar o tempo de bola em jogo em aproximadamente cinco minutos e 49 segundos por partida, podendo chegar a seis minutos e 22 segundos.

A meta da Fifa é que os jogos tenham pelo menos 60 minutos de bola rolando. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a média registrada na Série A do Campeonato Brasileiro era de 52 minutos e 54 segundos por partida.

Goleiros terão oito segundos para repor a bola

Uma das principais novidades envolve os goleiros. A partir de agora, o jogador terá oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Caso ultrapasse esse período, a equipe adversária será beneficiada com um escanteio.

Também haverá limite de cinco segundos para cobranças de lateral e tiro de meta. Se o tempo for excedido, a posse será revertida ou o adversário receberá um escanteio, conforme a situação prevista na regra.

Substituições e atendimento médico

As substituições também terão um limite de tempo. O jogador que deixar o campo terá dez segundos para sair. Se ultrapassar esse período, o atleta que entraria deverá esperar um minuto para ser autorizado a entrar.

Outra mudança determina que jogadores atendidos dentro do campo deverão permanecer fora por pelo menos um minuto antes de retornar à partida.

No caso de atendimento médico ao goleiro, o treinador ou capitão deverá indicar um jogador de linha para cumprir esse período fora do campo após o reinício do jogo.

Apenas o capitão poderá falar com o árbitro

Outra alteração estabelece que somente o capitão poderá conversar com o árbitro durante as partidas.

Se o goleiro for o capitão, a equipe deverá indicar um jogador de linha como interlocutor. Atletas que desrespeitarem a determinação poderão receber cartão amarelo.

A medida busca diminuir as reclamações coletivas e tornar mais organizada a comunicação entre jogadores e arbitragem.

“Protocolo Vini Jr.” passa a fazer parte das regras

Entre as novidades está também o chamado “Protocolo Vini Jr.”. Jogadores que cobrirem intencionalmente a boca durante uma discussão com adversários, com o objetivo de impedir a leitura labial, poderão ser expulsos, independentemente do conteúdo do que foi dito.

A regra foi incluída entre as medidas aprovadas pela CBF e pelos clubes.

VAR poderá revisar segundo cartão amarelo

Outra mudança importante envolve o árbitro de vídeo.

O VAR poderá revisar uma decisão relacionada ao segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. Caso seja identificado um erro na aplicação da punição, a decisão poderá ser corrigida.

Já a revisão de escanteios concedidos por engano será implementada somente em 2027 e terá aplicação específica para lances que resultem diretamente em gol ou pênalti.

Dez mudanças aprovadas

As novas regras anunciadas pela CBF são:

  1. Oito segundos para o goleiro ficar com a bola nas mãos;
  2. Cinco segundos para cobrança de lateral;
  3. Cinco segundos para cobrança de tiro de meta;
  4. Dez segundos para o jogador substituído deixar o campo;
  5. Um minuto fora após atendimento médico;
  6. Regra específica para atendimento ao goleiro;
  7. Somente o capitão poderá falar com o árbitro;
  8. Proibição de esconder intencionalmente a boca durante discussões;
  9. VAR poderá revisar o segundo cartão amarelo que resultar em expulsão;
  10. VAR poderá revisar escanteio concedido por engano em situações específicas, a partir de 2027.

Segundo Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, a aplicação das novas regras será acompanhada de padronização dos critérios e capacitação dos árbitros. A entidade afirma que o objetivo é tornar as partidas mais fluidas, com menos interrupções e mais tempo de futebol.

Fonte e foto: Agência Brasil. (Agência Brasil)

Edição e texto: Tatiana Sobreira – Jovem Pan News Vitória.

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