Fábio Eugênio Madeira, de 56 anos, foi preso em Cariacica após fugir do local do crime. Jerlane Ribeiro, de 40 anos, foi morta a tiros dentro do apartamento onde vivia com o suspeito
O caminhoneiro Fábio Eugênio Madeira, de 56 anos, confessou ter matado a companheira, Jerlane Ribeiro Conceição, de 40 anos, a tiros, no bairro Jardim Carapina, na Serra, Grande Vitória. Durante o depoimento à Polícia Civil, ele também admitiu que sabia que os disparos haviam atingido o próprio neto, de 1 ano, mas fugiu sem prestar socorro à criança.
O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (5), no apartamento onde o casal morava. Jerlane foi assassinada na presença do filho, de aproximadamente 6 a 7 anos, conforme os relatos reunidos pelas autoridades. O bebê, que estava sob os cuidados da vítima, sofreu um ferimento de raspão no braço.
A criança foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. As informações mais recentes apontam que ela recebeu alta hospitalar e não corre risco de morte.
Suspeito foi preso em Cariacica
Fábio foi localizado por volta das 21h de quinta-feira (5), na Rodovia do Contorno, em Cariacica. Ele estava sozinho, dirigia o veículo utilizado na fuga e portava uma arma.
A prisão foi realizada por policiais militares do 7º Batalhão, após informações levantadas pelas equipes de inteligência das polícias Militar e Civil. O carro foi identificado por meio do cerco inteligente, sistema utilizado para monitorar placas de veículos.
Depois de ser ouvido pelas autoridades, o caminhoneiro foi encaminhado ao sistema prisional.
Criança pediu ajuda após o assassinato
Segundo relatos de testemunhas, vizinhos ouviram os disparos e viram o suspeito deixar o condomínio em um carro branco. Após a fuga, o filho de Jerlane saiu do prédio e procurou ajuda em um comércio próximo, onde contou o que havia acontecido.
A delegada Rafaela Aguiar, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Mulher, afirmou nesta sexta-feira (6) que o investigado demonstrou frieza durante o depoimento e tentou atribuir à vítima a responsabilidade pelo crime.
De acordo com informações levantadas pela polícia, Jerlane mantinha um relacionamento de vários anos com o suspeito e havia se mudado para um dos apartamentos do prédio, pertencente a ele, cerca de três meses antes do assassinato.
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Fontes: A Gazeta, ES Hoje e G1 Espírito Santo
Editado por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







