Representantes do banco capixaba participaram de capacitação em Belo Horizonte com instituições financeiras de diferentes países para discutir soluções de financiamento verde
O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) participou, na primeira semana de novembro, de uma capacitação internacional voltada ao financiamento sustentável e à gestão de riscos socioambientais e climáticos. Realizado em Belo Horizonte (MG), o encontro reuniu profissionais de instituições financeiras de diferentes países para compartilhar experiências e discutir instrumentos capazes de impulsionar investimentos alinhados à sustentabilidade.
A instituição capixaba foi representada por Patrick Gomes Silva, gerente de Sustentabilidade e Produtos, e Gessica Machado Chagas, gerente de Análise de Crédito. Os dois participaram da programação Managing Social, Environmental, and Climate Risks & Unlocking Green Finance Opportunities, que abordou mecanismos de financiamento verde, oportunidades de investimento e incorporação de critérios ambientais, sociais e climáticos às operações de crédito.
A iniciativa foi organizada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e pela Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (ALIDE), em colaboração com o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e com apoio do Centro Multilateral de Cooperação para o Desenvolvimento Financeiro (MCDF).
Sustentabilidade nas decisões de financiamento
A participação do Bandes ocorre em um cenário de ampliação das discussões sobre a contribuição dos bancos de desenvolvimento para o enfrentamento das mudanças climáticas e a transição para uma economia de baixo carbono.
Em 2025, o banco foi citado no relatório The State of Green Banks 2025, publicado pela Climate Policy Initiative (CPI). O estudo analisa a atuação de bancos verdes e os instrumentos utilizados para direcionar recursos a iniciativas sustentáveis.
Para Patrick Gomes, a incorporação de critérios ambientais, sociais e climáticos precisa fazer parte das decisões de financiamento e da própria estratégia de desenvolvimento das instituições.
“Ser um banco verde significa incorporar a sustentabilidade à nossa visão de desenvolvimento e às decisões de financiamento, considerando também os riscos e as oportunidades associados às questões sociais, ambientais e climáticas. Temos buscado ampliar soluções financeiras que contribuam para a transição a uma economia de baixo carbono, conciliando sustentabilidade, competitividade das empresas e desenvolvimento do Espírito Santo”, afirma o gerente.
Ele também destaca que a agenda ambiental não deve ser tratada de forma isolada das atividades econômicas.
“Acredito que a sustentabilidade não é uma agenda paralela ao desenvolvimento econômico. Ela precisa estar incorporada às decisões de financiamento, à gestão dos riscos e à construção de novas oportunidades de desenvolvimento”, acrescenta.
Projetos sustentáveis no Espírito Santo
No Estado, a estratégia do Bandes inclui o apoio financeiro a iniciativas de descarbonização industrial, geração de energia renovável, recuperação florestal e adoção de práticas produtivas mais sustentáveis.
A proposta é direcionar recursos a projetos que possam combinar competitividade empresarial, preservação ambiental e desenvolvimento regional.
Os critérios de sustentabilidade também integram as diretrizes estratégicas e os procedimentos internos do banco, incluindo a avaliação dos impactos sociais, ambientais e climáticos de suas atividades.
Com a participação na capacitação, o Bandes amplia o contato com experiências e ferramentas utilizadas por instituições de desenvolvimento de outros países, buscando aprimorar sua atuação no financiamento de projetos associados à transição para uma economia de baixo carbono.
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Com informações do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo
Editado por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







