Estação começa oficialmente na terça-feira (22), com temperaturas em elevação no Estado; previsão do INMET indica aumento gradual das chuvas no Sudeste e mudanças no padrão climático em diferentes regiões do Brasil

A primavera começa oficialmente no Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, e marca a transição entre o período mais seco e o início da estação chuvosa em grande parte do Brasil. No Espírito Santo, a chegada da nova estação deve ser marcada inicialmente por tempo mais estável, temperaturas em elevação e pouca chuva, mas o cenário tende a mudar gradualmente ao longo das próximas semanas.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a primavera de 2026 deve favorecer o aumento da umidade e das chuvas principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de áreas do centro-sul da Região Norte.

No Espírito Santo, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) também caracteriza a primavera como um período de transição, com aumento progressivo da precipitação e ocorrência mais frequente de pancadas de chuva, especialmente nas regiões Sul e Serrana.

Como começa a semana no Espírito Santo

A previsão mais recente do Incaper aponta que o Espírito Santo começa a semana com predomínio de tempo estável.

A tendência é de pouca nebulosidade e presença de sol, com temperaturas em elevação. No domingo (20), por exemplo, o órgão estadual indicava estabilidade em todas as regiões capixabas e ausência de previsão de chuva no Estado, principalmente durante as tardes e noites.

A tendência é que esse padrão de tempo mais firme ainda esteja presente no início da primavera, antes que o aumento da umidade passe a favorecer episódios mais frequentes de chuva.

Segundo o Incaper, as frentes frias ainda podem avançar pelo Estado, embora com menor frequência e intensidade do que durante o inverno.

Na Grande Vitória, a tendência climática para a primavera é de temperaturas mais elevadas em comparação com o inverno.

As temperaturas máximas médias durante a estação ficam em torno de 28°C a 30°C nas regiões que não são serranas. Já as áreas de maior altitude apresentam temperaturas mais amenas, com máximas médias entre 24°C e 26°C.

As mínimas médias ficam próximas de 19°C nas demais regiões do Estado e entre 15°C e 16°C na Região Serrana.

O Incaper aponta ainda, que os maiores acumulados médios da primavera podem superar 400 milímetros em áreas do Caparaó, Grande Vitória e leste da Região Serrana.

No restante das regiões Sul e Serrana e no Nordeste capixaba, os acumulados médios ficam entre 350 e 400 milímetros. Nas demais áreas, a média fica entre 250 e 350 milímetros.

As primeiras pancadas de chuva tendem a aparecer com maior frequência nas regiões Sul e Serrana, especialmente entre a tarde e a noite. Mais adiante na estação, podem ocorrer episódios associados a zonas de convergência de umidade, incluindo a ZCAS.

Isso significa que os capixabas devem perceber uma combinação cada vez mais comum de manhãs quentes, aumento da umidade e possibilidade de pancadas de chuva principalmente no período da tarde e da noite.

O que muda no restante do Brasil

O cenário nacional é mais variado. O INMET aponta que a primavera favorece a intensificação do transporte de umidade da Amazônia para áreas do Centro-Oeste e Sudeste. Esse processo contribui para a retomada do período chuvoso nessas regiões.

Durante a estação, também podem ocorrer os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema que pode provocar períodos prolongados de chuva no Sudeste, Centro-Oeste e em áreas do Acre e de Rondônia.

No Sul do país, a primavera também pode apresentar episódios de chuva intensa, rajadas de vento, raios e eventual granizo associados a sistemas convectivos.

Antes mesmo da mudança oficial de estação, o INMET aponta um cenário de maior instabilidade em partes do Centro-Sul.

Na previsão elaborada para o período até 21 de setembro, os maiores acumulados de chuva estavam concentrados nas regiões Sul e Sudeste.

Em Minas Gerais, os maiores volumes eram esperados especialmente na Zona da Mata e no Campo das Vertentes. No Rio de Janeiro, a previsão indicava volumes elevados na Região Serrana e no norte fluminense, com possibilidade de acumulados superiores a 100 milímetros.

No Sul, o Paraná aparece entre as áreas com maior possibilidade de chuva, principalmente no litoral e em regiões central e oeste. Em Santa Catarina, também havia previsão de acumulados expressivos em áreas do litoral.

Na Região Norte, a distribuição da chuva deve continuar bastante irregular, com maiores acumulados para o oeste do Amazonas, especialmente no noroeste do Estado. Na região central do Amazonas, os volumes previstos são menores, enquanto outras áreas podem registrar apenas chuvas isoladas.

No Nordeste, a tendência é de menor quantidade de chuva em grande parte do interior. A faixa litorânea pode registrar episódios isolados, enquanto áreas do interior permanecem com tempo mais estável e seco.

A previsão climática do INMET para setembro também apontava diferenças importantes entre as regiões: enquanto áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentavam tendência de chuva acima da média, setores do Nordeste e do Norte tinham previsão de volumes abaixo da média histórica.

Fonte e foto: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória.

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