O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 8 de julho, que o cessar-fogo e o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabaram”, após uma nova escalada de ataques entre os dois países.

A declaração foi feita antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, em Ancara, capital da Turquia. Trump disse que não pretende manter negociações com Teerã e classificou o diálogo com o governo iraniano como uma perda de tempo.

O acordo interino entre Estados Unidos e Irã havia sido assinado em 17 de junho, com mediação do Paquistão. A proposta previa um período de 60 dias para que os dois países negociassem um entendimento permanente, incluindo temas ligados ao programa nuclear iraniano e à segurança no Estreito de Ormuz.

Ataques aumentam tensão no Golfo

A trégua passou a ser questionada após os Estados Unidos lançarem uma nova série de ataques contra alvos iranianos na terça-feira, 7 de julho. Em resposta, o Irã informou ter atacado instalações militares norte-americanas na região do Golfo, incluindo bases no Bahrein e no Kuwait.

Os Estados Unidos também revogaram uma licença temporária que permitia ao Irã comercializar petróleo. A medida foi anunciada depois de ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.

Ainda não há confirmação sobre os próximos passos diplomáticos nem sobre a possibilidade de novas ações militares. Apesar do tom duro, informações divulgadas por agências internacionais indicam que canais de interlocução entre os dois governos ainda podem permanecer abertos.

Petróleo reage e mercado acompanha crise

A escalada no Oriente Médio provocou reação imediata no mercado internacional. O preço do petróleo subiu após as declarações de Trump, diante do receio de que o conflito comprometa a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.

A rota marítima é considerada uma das mais importantes do mundo para o comércio de energia. Qualquer interrupção prolongada pode pressionar preços de combustíveis, custos de frete e inflação em diversos países, incluindo o Brasil.

Para o Espírito Santo, estado com atividade relevante nos setores de petróleo, gás, logística portuária e comércio exterior, oscilações no mercado internacional de energia podem repercutir sobre custos operacionais, cadeias produtivas e preços ao consumidor.

A situação segue em acompanhamento pelas autoridades internacionais.

Fonte e foto: G1, Reuters, AFP, CNN Brasil e UOL.
Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória.

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