A Arena Carioca 1 viveu uma manhã de festa neste domingo (21). Diante de um público que lotou as arquibancadas, Rebeca Andrade voltou a subir ao pódio mais alto da ginástica artística, desta vez, no Pan-Americano do Rio. Depois de quase dois anos afastada das competições para cuidar da mente e do corpo, a maior medalhista olímpica do Brasil conquistou o ouro no salto e arrancou gritos da torcida que esperava por esse momento havia meses.
Como foi a final, salto a salto
O primeiro salto de Rebeca já definiu o tom da disputa. Executado praticamente sem falhas, valeu a nota mais alta de toda a final: 14.433. Precisando da maior média entre as duas tentativas para confirmar o ouro, a ginasta saiu um pouco da linha na aterrissagem do segundo salto, mas o deslize não foi suficiente para comprometer o resultado. Com nota 13.700 na segunda tentativa, Rebeca fechou a prova com média de 14.266, suficiente para subir ao lugar mais alto do pódio.
O resultado tem um peso histórico específico: é a primeira medalha do Brasil no salto em um Pan-Americano de ginástica artística, feito inédito que Rebeca volta a entregar para o país, agora em casa, diante da torcida brasileira.
O caminho até a final
Na qualificação, realizada na quarta-feira (17), Rebeca já havia confirmado o favoritismo ao registrar o maior resultado individual entre todos os aparelhos do torneio, com nota 14.533, a melhor marca daquela fase, disputando exclusivamente o salto, prova em que já tinha duas medalhas olímpicas no currículo: ouro em Tóquio 2020 e prata em Paris 2024. O desempenho dela na qualificação também ajudou a seleção brasileira feminina a conquistar a prata por equipes.
Uma volta anunciada em abril
O retorno de Rebeca às competições não foi surpresa para quem acompanha a ginástica de perto. A ginasta havia confirmado, em abril, que voltaria a competir em 2026, depois de um período fora dos holofotes logo após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, competição em que conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Na ocasião, ela havia explicado que 2025 tinha sido o ano para cuidar da própria mente. Escolheu justamente o Pan do Rio para marcar essa volta, o mesmo palco onde, há uma década, deu os primeiros passos da carreira olímpica.
Vitaliy Guimarães também subiu ao pódio
A manhã de medalhas para o Brasil começou antes mesmo do ouro de Rebeca. Nas finais do solo masculino, primeira prova do dia com presença brasileira na Arena Carioca 1, Vitaliy Guimarães foi o último a se apresentar. Entrou confiante no tablado e só não conseguiu cravar a acrobacia final, mesmo assim, encerrou a apresentação sob aplausos calorosos do público. Com nota 13.700, conquistou a medalha de bronze.
O ouro do solo masculino ficou com o guatemalteco Jorge Vega, com 14.166 pontos, seguido pelo colombiano Angel Barajas, com 13.900.
Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy Guimarães decidiu competir pelo Brasil em 2024, e a medalha deste domingo marca sua primeira conquista vestindo a camisa da seleção brasileira. Emocionado, ele descreveu o momento: “Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil.”
Uma manhã que resume o momento da ginástica brasileira
Entre o bronze inédito de Vitaliy Guimarães com a camisa brasileira e o ouro histórico de Rebeca Andrade no salto, o domingo na Arena Carioca 1 confirmou duas coisas: a ginástica artística brasileira segue revelando novos protagonistas, e sua maior estrela, mesmo depois de quase dois anos longe dos tablados, continua sendo sinônimo de pódio.
Fontes e foto: ge.globo.com
Edição: Tatiana Sobreira |Redação Jovem Pan News Vitória







