Candidato do Missão se destacou entre as menções nas redes sociais
A campanha do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu o tom agressivo adotado pelo presidenciável durante o debate realizado neste domingo (23), promovido pela Band e transmitido pela Jovem Pan.
“Eles classificaram isso como positivo, porque o Renan é assim, pessoal. Tanto que o Renan não tem marqueteiro.
Então o Renan quer passar uma imagem de verdade, uma imagem de transparência, e nisso ele consegue também bater ao mesmo tempo, fazer críticas a Lula e Flávio”, afirmou o apresentador da Jovem Pan Cassius Zeilmann.
“Outro ponto também que a campanha analisou foi a questão dos trackings. O Renan foi o candidato da direita que mais teve menções nas redes sociais. (2:19) Ele só aparece atrás do presidente Lula, que nem participou do debate, mas que deu uma entrevista para outra emissora. Então dentro dos participantes e dentro dos candidatos da direita, o Renan foi o que se sobressaiu, foi o que mais chamou atenção”Cassius Zeilmann
Já a campanha de Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o candidato não vai atacar e focar nas propostas, segundo o repórter da Jovem Pan João Vitor Revedilho. “Ele vai continuar com a postura que ele tem para mostrar a sua história como médico, como ex-governador de Goiás, como ex-deputado federal, como ex-senador”.
Já para o comentarista de política da Jovem Pan Roberto Motta, Augusto Cury teve uma atuação “péssima”. “Renan foi o melhor, porque o Caiado não apresentou nada de novo, e o Augusto Cury foi péssimo, foi uma enorme decepção. Uma pessoa muito conhecida, um autor com 42 milhões de livros vendidos no mundo inteiro, falou como se estivesse numa sala de aula”.
Como foi o debate
Apesar de não estarem presentes no primeiro debate presidencial, realizado neste domingo (23), os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram os protagonistas do encontro. Os dois foram alvos de ataques proferidos por Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
No primeiro bloco, os três candidatos direcionaram suas críticas no primeiro bloco do debate ao presidente Lula. Todos eles abriram suas primeiras respostas criticando as ausências do petista e de Flávio.
“Eles não têm coragem de falar sobre os crimes que cometeram. Covardes e canalhas”, disse Renan Santos. “Lógico que é momento onde a sociedade esperava a presença dos dois candidatos, que são também os mais rejeitados do país. Isso talvez explique o porquê da fuga deles”, afirmou Caiado. Augusto Cury, por sua vez, disse que Lula tinha que ter comparecido ao debate para explicar o “caos” na educação.
O candidato do Missão subiu o tom durante o segundo bloco do debate, atacando tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.
“O maior inimigo do trabalho falou que você vai trabalhar menos. Esse mesmo cara falou que você ia comer mais picanha, falou que ia taxar as ‘blusinhas’ e você não ia pagar o preço. Não acredita no que os políticos estão dizendo, que você vai trabalhar menos e ganhar mais. Até a Casas Bahia está quebrando. Todo mundo está quebrando”Renan Santos
O candidato Augusto Cury defendeu o fim da escala 6×1 para favorecer a saúde mental dos trabalhadores. “A escala 5×2 atende às necessidades dos trabalhadroes, mais qualidade de vida, e, consequentemente, produzirem mais. Escala 6×1 atende a determinados setores da economia”, disse.
Questionado sobre política internacional, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) criticou a atual postura do Itamaraty. “A chancelaria passou a ser porta-voz do PT. Isso que vou recuperar no Brasil. Vou fazer com que a chancelaria do Brasil volte a fazer acordos”.
No terceiro e último bloco do primeiro debate presidencial, Caiado acompanhou Renan Santos e atacou tanto Lula quanto Flávio. “O primeiro candidato tem o ‘Dark Horse’ [filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro alvo de investigação] e o Lula tem o ‘Dark Lobby’, e a Roberta Luchsinger [lobista] e o Lulinha [filho do presidente]”, disse.
Augusto Cury defendeu tornar corrupção crime hediondo e que o julgamento dure no máximo seis meses.
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Da redação da Jovem Pan







