O cenário político do Espírito Santo para as eleições de 2026 entrou definitivamente em fase de articulação intensa nos bastidores. Com o governador Renato Casagrande impedido de disputar a reeleição ao Palácio Anchieta, lideranças partidárias aceleram conversas, pesquisas e movimentações para montagem de chapas tanto ao Governo quanto ao Senado e à Câmara Federal.

Nos bastidores políticos e entre analistas que acompanham diariamente a política capixaba, o entendimento é de que a eleição deve se concentrar em dois grandes polos: a continuidade do grupo político de Casagrande e um campo de oposição mais ligado à direita e ao bolsonarismo.

As pesquisas divulgadas nos últimos meses mostram que o vice-governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini aparecem como os dois nomes mais competitivos na disputa pelo Governo do Estado.

Levantamento da Quaest mostrou Ferraço numericamente à frente em alguns cenários, especialmente quando o senador Magno Malta não aparece na disputa. Já pesquisas da Real Time Big Data e Paraná Pesquisas apontam empate técnico ou leve vantagem de Pazolini dependendo da composição dos candidatos.

Nos bastidores, aliados de Casagrande trabalham para consolidar Ricardo Ferraço como nome da continuidade administrativa. A avaliação interna do grupo governista é que a alta aprovação do atual governo pode favorecer a transferência de capital político. A Quaest apontou aprovação superior a 70% da gestão estadual.

Já Pazolini aparece como principal nome da oposição conservadora e ganhou musculatura política após a reeleição em Vitória. Interlocutores políticos avaliam que ele tenta ampliar sua presença fora da Grande Vitória, especialmente no interior do Estado, onde ainda enfrenta desafios de capilaridade política.

Casagrande lidera corrida ao Senado

Se o Governo do Estado ainda aparece indefinido, o cenário para o Senado hoje mostra vantagem clara de Renato Casagrande.

Pesquisas recentes colocam o governador liderando todos os cenários testados para uma das duas vagas ao Senado Federal em 2026.

Além de Casagrande, aparecem como possíveis candidatos na lista: Paulo Hartung, Fabiano Contarato, Marcos do Val, Sergio Meneguelli, Arnaldinho Borgo e Da Vitória.

Nos bastidores, existe a percepção de que Casagrande entra na disputa ao Senado como favorito natural pelo tamanho político construído nos últimos anos e pela forte aprovação popular.

Um dos pontos mais comentados nos bastidores políticos é a possibilidade de retorno do ex-governador Paulo Hartung ao processo eleitoral.

Embora mantenha postura pública discreta, Hartung segue sendo citado em pesquisas e é tratado por lideranças empresariais e partidárias como um nome de forte influência política no Estado. Alguns cenários apontam que sua entrada poderia alterar significativamente o equilíbrio da disputa.

Analistas políticos observam que Hartung mantém trânsito tanto em setores do centro político quanto em grupos econômicos estratégicos do Espírito Santo.

Ainda nos bastidores, lideranças avaliam que o crescimento da direita no Espírito Santo deve manter forte influência nas disputas proporcionais, principalmente nas vagas da Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Apesar da boa avaliação do governo Casagrande, nomes ligados ao bolsonarismo seguem competitivos.

Magno Malta continua com forte recall eleitoral e influência junto ao eleitorado conservador e evangélico. Especula-se, porém, que há dúvidas sobre qual papel ele exercerá em 2026: candidatura ao Governo, Senado ou articulação política nacional.

Discussões em comunidades políticas online mostram um eleitorado bastante polarizado entre grupos ligados ao campo conservador e setores mais alinhados ao centro e à esquerda.

Interior pode definir eleição

Analistas políticos apontam que a eleição de 2026 deve ser decidida fora da Grande Vitória. Municípios do Norte, Noroeste e Sul do Estado devem ter peso decisivo no resultado final e seguem sendo peças importantes nas articulações regionais e podem influenciar alianças majoritárias.

Cenário ainda deve mudar

Apesar das pesquisas e articulações já em andamento, lideranças políticas avaliam que o cenário ainda está longe de consolidado. A definição oficial das candidaturas, alianças nacionais, posicionamento do PL e eventual entrada de novos nomes podem alterar completamente a disputa até o período eleitoral.

Outro fator acompanhado de perto é o cenário nacional, especialmente a influência do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro no comportamento do eleitorado capixaba.

Fontes: Folha1 – Pesquisa Quaest ES 2026 ; VEJA – empate entre Ferraço e Pazolini ; Tribuna do Poder – Cenário Quaest ES ; Exame – Paraná Pesquisas ES ; Poder360 – Pesquisa Real Time Big Data ; Radar Capixaba – liderança de Ferraço e Casagrande ; debates públicos em comunidades políticas online no Reddit.

Edição: Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória

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