Uma operação integrada da Polícia Civil terminou com 33 pessoas presas em diferentes regiões do Espírito Santo. A ação teve como foco a localização e prisão de pessoas que eram procuradas pela Justiça e contou com a participação de equipes de diferentes unidades da corporação.

A operação faz parte de uma estratégia de integração das forças de segurança para ampliar a capacidade de localização de investigados e pessoas com ordens judiciais de prisão.

O resultado foi divulgado nesta semana e inclui prisões realizadas em municípios de diferentes regiões do Estado.

Tecnologia auxilia localização de procurados

O trabalho das forças de segurança no Espírito Santo tem incorporado ferramentas de monitoramento e cruzamento de informações para auxiliar na localização de pessoas procuradas pela Justiça.

Entre essas estruturas está o Cerco Inteligente, sistema estadual de monitoramento que utiliza equipamentos capazes de realizar a leitura de placas e coletar informações sobre veículos que circulam pelas rodovias. O sistema integra diferentes órgãos públicos e é utilizado em ações relacionadas à segurança pública, fiscalização e trânsito. (SESP)

Outra ferramenta utilizada na Grande Vitória é o reconhecimento facial. Dados divulgados pelo Governo do Estado mostram que a tecnologia vinha sendo empregada desde 2024 para identificar pessoas com mandados de prisão em aberto. Em julho de 2025, o sistema havia auxiliado na prisão de 250 pessoas procuradas pela Justiça.

Integração entre órgãos amplia atuação policial

A atuação conjunta entre diferentes estruturas da segurança pública é uma das estratégias adotadas pelo Espírito Santo dentro do Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

Em fevereiro deste ano, uma portaria conjunta da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Secretaria da Justiça (Sejus) e Secretaria de Economia e Planejamento instituiu um grupo de trabalho para definir protocolos de cooperação entre a Polícia Civil e a Polícia Penal, incluindo procedimentos relacionados ao transporte e à escolta de presos provisórios.

A integração busca estabelecer fluxos de atuação entre as instituições e otimizar o emprego dos recursos disponíveis na segurança pública.

Prisões dependem de decisões judiciais

A existência de um mandado de prisão significa que há uma ordem judicial determinando a prisão de uma pessoa. A prisão, portanto, não representa, por si só, uma condenação definitiva pelo crime investigado ou pelo qual houve decisão judicial.

Após a captura, o preso é encaminhado para os procedimentos previstos pela legislação e fica à disposição da Justiça.

A operação que resultou nas 33 prisões demonstra a continuidade das ações de cumprimento de mandados em diferentes pontos do Espírito Santo, com emprego de equipes especializadas e ferramentas de inteligência e monitoramento.

Fonte e foto: Informações oficiais do Governo do Espírito Santo.

Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória

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