Ação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpre mandados de prisão e busca e apreensão, com operações também no Espírito Santo

Uma ação integrada contra organizações criminosas mobilizou forças de segurança nesta quarta-feira (16) em 19 estados brasileiros. A operação resultou no bloqueio e sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens e valores relacionados aos investigados, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A ofensiva faz parte da quarta fase da Operação Força Integrada, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), estrutura que reúne diferentes órgãos de segurança pública para combater organizações criminosas.

Ao todo, estão sendo cumpridos 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão, além de medidas de caráter patrimonial.

Operação ocorre em 19 estados

As ações são realizadas simultaneamente em diferentes regiões do país e envolvem investigações relacionadas a crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, homicídios e extorsão, de acordo com as apurações conduzidas em cada estado.

A operação mobiliza 20 bases da Ficco e conta com a participação de policiais federais, civis, militares e penais, além de guardas municipais, policiais rodoviários federais e integrantes de órgãos estaduais de segurança.

Entre os estados que participam da ofensiva está o Espírito Santo.

Cada investigação recebeu uma denominação específica de acordo com o estado, mas todas integram a mesma estratégia nacional de enfrentamento ao crime organizado.

Confira os estados

  1. Acre;
  2. Alagoas;
  3. Amapá;
  4. Ceará;
  5. Espírito Santo;
  6. Goiás;
  7. Mato Grosso;
  8. Minas Gerai;
  9. Pará;
  10. Paraná;
  11. Pernambuco;
  12. Rio Grande do Norte;
  13. Rio Grande do Sul;
  14. Roraima;
  15. Sergipe.

Coordenada pela PF, mas sem relação de hierarquia, a força atua de forma conjunta e reúnem agentes das polícias civis, militares e policiais penais dos estados, guardas municipais, policiais rodoviários federais e integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Maior bloqueio ocorre no Tocantins

O maior valor bloqueado durante a operação foi determinado pela Justiça Federal no Tocantins, onde as medidas patrimoniais podem alcançar aproximadamente R$ 412,5 milhões.

A ação, denominada Operação Rota Araguaia 2, investiga um núcleo apontado pelas autoridades como responsável por dar suporte logístico e financeiro a uma organização criminosa envolvida com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o bloqueio de patrimônio busca atingir a estrutura financeira do grupo e possibilitar eventual reparação de danos, caso as suspeitas sejam confirmadas judicialmente.

Investigações também atingem Mato Grosso do Sul e Bahia

No Mato Grosso do Sul, as medidas alcançam cerca de R$ 75 milhões em bens. A operação cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão, com desdobramentos também em Mato Grosso e Pernambuco.

Durante as investigações, as autoridades apreenderam mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.

Na Bahia, a Operação Eirene 2 determinou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 12 milhões. A investigação apura suspeitas relacionadas a tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.

Na Bahia, são cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de prisão.

Estratégia busca atingir estrutura financeira

Além das prisões e apreensões, as medidas patrimoniais são consideradas uma das principais frentes da operação. A intenção é atingir recursos e bens que, segundo as investigações, possam estar relacionados às atividades das organizações criminosas.

A atuação integrada permite o compartilhamento de informações entre diferentes forças de segurança e a realização de ações simultâneas em vários estados.

A operação ainda está em andamento e os investigados terão seus casos submetidos às autoridades responsáveis pelos processos judiciais.

Fonte: Agência Brasil / Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória

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