A aprovação da Lei 12.828/2026 marca um novo avanço da saúde pública no Espírito Santo. De autoria do deputado estadual Dr. Bruno Resende, a legislação determina a realização obrigatória do exame rápido de dosagem de troponina em pacientes atendidos na rede pública estadual com sintomas compatíveis com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
A proposta foi tema da entrevista concedida pelo parlamentar à jornalista Tatiana Sobreira, no programa De Olho na Cidade, da Jovem Pan News Vitória, na última segunda-feira (18). Durante a conversa, o médico oncologista e deputado destacou que a medida pode reduzir mortes e acelerar o acesso ao tratamento especializado em casos de emergência cardíaca.
Segundo Resende, o exame de troponina é fundamental para identificar rapidamente lesões no músculo cardíaco e confirmar quadros de infarto ainda nas primeiras horas do atendimento.
“Quando uma unidade de saúde consegue diagnosticar o infarto rapidamente, ela também consegue iniciar o tratamento com mais velocidade. Isso permite encaminhar o paciente para um centro de referência de forma adequada e aumenta significativamente as chances de sobrevivência”, afirmou.
O parlamentar explicou que o objetivo da lei é reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento definitivo, considerado um dos fatores mais importantes para salvar vidas em casos de infarto.
Diagnóstico rápido pode reduzir sequelas e mortes
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, ao lado do AVC e do câncer. Na entrevista, Dr. Bruno destacou que a rapidez no diagnóstico é decisiva para evitar complicações graves.
Com a nova legislação, unidades de urgência e emergência da rede pública estadual deverão oferecer o exame rápido de troponina para pacientes com suspeita clínica de infarto.
O teste auxilia médicos na identificação precoce da doença e permite iniciar protocolos de tratamento imediatamente, incluindo uso de medicamentos, transferência para centros especializados e procedimentos como cateterismo e hemodinâmica.
“Não estamos falando de qualquer doença. O infarto é extremamente incidente e pode ser fatal quando não tratado de maneira adequada”, disse o deputado.
Experiência médica motivou criação da lei
Especialista em oncologia, Dr. Bruno Resende afirmou que a proposta nasceu da própria experiência dentro do Sistema Único de Saúde.
O parlamentar atuou como diretor do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, onde participou da implantação da primeira unidade de AVC fora da Região Metropolitana do Espírito Santo e da ampliação dos serviços de cardiologia.
Segundo ele, a vivência diária com pacientes revelou falhas no acesso ao diagnóstico rápido e mostrou a necessidade de ampliar protocolos de emergência em todo o estado.
“Quando virei deputado, deixei de ser médico apenas de quem está na minha frente e passei a ser médico de toda a população capixaba”, declarou.
Além da nova lei da troponina, o deputado também é autor de legislações voltadas à linha de cuidado do AVC e do infarto, buscando integrar prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação dentro do SUS.
Lei já está em vigor
A Lei 12.828/2026 já foi sancionada e está em vigor no Espírito Santo. Agora, segundo o deputado, o desafio será acompanhar a implementação da medida nas unidades de saúde e fiscalizar o cumprimento da nova regra.
“A partir do momento em que ampliamos o diagnóstico, também aumentamos a necessidade de ampliar o tratamento. Uma melhoria puxa a outra. Mas isso significa mais assistência para a população capixaba”, concluiu.
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Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







