A comissão especial da Câmara dos Deputados adiou a apresentação do parecer sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A decisão ocorreu em meio à pressão de representantes do setor produtivo e parlamentares que defendem um período de transição de até dez anos para adaptação das empresas.
A proposta em discussão prevê mudanças na jornada semanal de trabalho, com redução gradual da carga horária e reorganização das escalas laborais. O tema tem provocado forte debate entre centrais sindicais, empresários e integrantes do Congresso Nacional.
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, o adiamento ocorreu para ampliar o diálogo com setores econômicos preocupados com impactos financeiros, aumento de custos operacionais e necessidade de reestruturação da força de trabalho. (agenciabrasil.ebc.com.br)
Representantes empresariais defendem que mudanças abruptas podem afetar principalmente setores como comércio, indústria, serviços e saúde, que operam em jornadas contínuas e escalas rotativas.
A proposta discutida na Câmara busca reduzir a jornada semanal de trabalho sem redução salarial, tema que vem sendo defendido por entidades sindicais e movimentos trabalhistas em todo o país.
Durante as discussões, parlamentares favoráveis ao projeto argumentaram que a revisão das escalas pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, aumentar produtividade e reduzir impactos relacionados ao desgaste físico e mental.
Já setores empresariais afirmam que a mudança exigirá contratação de mais funcionários e poderá elevar custos trabalhistas, especialmente para pequenas e médias empresas.
O relator da proposta informou que novas reuniões técnicas serão realizadas antes da apresentação do parecer final. A expectativa é que o texto passe por ajustes para tentar construir consenso entre trabalhadores e representantes do setor produtivo.

A discussão sobre redução da jornada de trabalho ganhou força nos últimos anos em diferentes países, principalmente após debates sobre saúde mental, equilíbrio entre vida profissional e produtividade.
No Brasil, a escala 6×1 é comum em áreas como comércio, supermercados, hospitais, segurança privada e serviços operacionais.
Ainda não há previsão para votação definitiva da proposta na comissão especial da Câmara.
Fonte:
Agência Brasil – Debate sobre escala 6×1 é adiado
Edição de Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória







