O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) intensificou as ações de combate ao coral-sol, espécie invasora que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas marinhos no litoral do Espírito Santo. Segundo o órgão, já foram removidas mais de seis mil colônias em operações realizadas em diferentes pontos de monitoramento ambiental.

O trabalho faz parte de um programa contínuo de contenção da espécie, considerada uma das principais ameaças à biodiversidade marinha por sua rápida expansão e capacidade de competir com organismos nativos.

Ação de mergulho e retirada manual

As operações são realizadas por equipes técnicas especializadas em mergulho, que fazem a retirada manual das colônias em áreas estratégicas, como ilhas, costões rochosos e unidades de conservação.

Após a remoção, o material passa por processos de triagem, pesagem e descarte controlado, com o objetivo de evitar qualquer tipo de dispersão de fragmentos que possam reinfestar o ambiente.

Segundo o Iema, o método é considerado um dos mais eficazes no controle da espécie, especialmente em regiões sensíveis do litoral capixaba.

Impacto ambiental e recuperação de espécies nativas

De acordo com o instituto, um dos principais resultados das ações é a redução da presença do coral-sol nas áreas manejadas, além de sinais de recuperação de espécies nativas em regiões onde o controle já foi intensificado.

O órgão destaca que o avanço das operações favorece o equilíbrio ecológico, permitindo a retomada gradual de corais, algas e outros organismos marinhos originalmente presentes no ambiente.

Espécie invasora preocupa especialistas

O coral-sol é uma espécie exótica invasora que se prolifera rapidamente e pode causar impactos significativos em ambientes marinhos, como a competição por espaço e recursos com espécies nativas.

Por esse motivo, o monitoramento constante e as ações de contenção são consideradas essenciais para evitar a expansão descontrolada da espécie ao longo do litoral brasileiro.

Trabalho contínuo no litoral capixaba

O Iema reforça que as ações de controle seguem de forma permanente em diferentes regiões do Estado, com foco na preservação da biodiversidade marinha e na proteção dos ecossistemas costeiros.

As equipes seguem monitorando áreas já tratadas e novas regiões com ocorrência da espécie, garantindo resposta rápida em caso de reinfestação.

Fonte e foto: Governo do ES

Edição: Tatiana Sobreira – Redação Jovem Pan News Vitória

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