A abertura contará com um ritual conduzido pelos representantes indígenas, além de apresentações do grupo Guerreiros Tupinikim e do Coral Guarani Tapé Retxakã. A mostra permanece aberta ao público até 11 de janeiro de 2027.
Com curadoria indígena, assinada por Marcelo Guarani (Wera Djekupe) e Jocelino Tupinikim, a exposição reúne a produção de 23 artistas e apresenta diferentes linguagens, divididas em três eixos: artes plásticas, audiovisual e sonoridades ancestrais.
A proposta é dar visibilidade à produção contemporânea dos povos originários a partir de suas próprias narrativas, abordando cultura, memória, território e questões que fazem parte da realidade indígena atual.
Protagonismo indígena ocupa espaço de arte na capital
A exposição também busca ampliar a presença de artistas indígenas em museus e galerias, reconhecendo a produção cultural desenvolvida nos territórios tradicionais.
Para o curador Jocelino Tupinikim, ocupar o espaço do MAES representa uma oportunidade de reconhecimento e valorização das expressões culturais indígenas.
“Nós, povos originários, raramente ocupamos espaços em museus e galerias sendo protagonistas. É uma demarcação do nosso território. Tem importância de dar uma maior visibilidade para nossa cultura e aproximar toda sociedade de uma cultura milenar que continua viva”, afirma.
Marcelo Guarani também destaca a importância de aproximar o público da história e dos conhecimentos dos povos indígenas.
“O público precisa conhecer mais a cultura dos povos que já estavam aqui muito antes da colonização. Vão poder conhecer mais da história e do significado da arte para os povos indígenas”, ressalta.
Obras reúnem diferentes gerações e conhecimentos ancestrais
A exposição reúne artistas de diferentes gerações, desde jovens até pessoas com mais de 80 anos, que preservam conhecimentos e práticas tradicionais.
Entre os participantes estão Ará Guarani, Bárbara Tupinikim, Cláudia Guarani, Claudiomiro Vaz, Daniela Matos, Deusdéia Tupinikim, Fran Guarani, Francisco Guarani, Josias Guarani, Lua Tupinikim, Margarida Tupinikim, Maynõ Guarani, Mestre Mizinho, Michel Fernandes, Nobert Conceição, Reinalda Tupinikim, Rogério Tupinikim, Senhor Pedro Tupinikim, Selenilda Tupinikim, Sônia Guarani e Tiago Mateus, além dos dois curadores.
Todos vivem em territórios indígenas de Aracruz.
Segundo Jocelino Tupinikim, a exposição também pretende reconhecer esses produtores culturais como artistas e ampliar as possibilidades de circulação de seus trabalhos.
“É importante dar visibilidade e nomeá-los como artistas, abrindo possibilidade para ocuparem novos espaços. Eles produzem arte contemporânea a partir de tecnologias ancestrais, que são desenvolvidas no território há milênios. A exposição traz diversas linguagens, com uma grande variedade de artistas e obras”, explica.
Exposição terá oficinas, visitas mediadas e atividades educativas
Além da visitação, a programação de “Reencontro” prevê atividades de arte e educação durante o período da mostra.
Estão previstas visitas mediadas, estações educativas, encontros com professores, conversas com artistas e oficinas práticas sobre Cinema Indígena, Artefatos e Cestaria e Música Indígena.
A programação busca aproximar estudantes, educadores e visitantes dos conhecimentos e das manifestações culturais dos povos Tupinikim e Guarani.
As datas das atividades e outras informações serão divulgadas pela Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG), no perfil oficial da entidade no Instagram: @aitg.indigena.
Projeto foi selecionado em edital estadual de cultura
A exposição é realizada pelo Núcleo de Projetos da Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG) e foi selecionada pelo edital 09/2024 – Artes Visuais, da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES).
O projeto recebe recursos do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura.
Inauguração: terça-feira, 3 de novembro de 2026.
Horário: 17h.
Local: Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES).
Endereço: Avenida Jerônimo Monteiro, 631, Centro, Vitória (ES).
Período de visitação: até 11 de janeiro de 2027.
Horários para visitação após a abertura:
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Terça a sexta-feira: das 10h às 18h.
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Sábados, domingos e feriados: das 10h às 16h.
Programação educativa: informações no Instagram @aitg.indigena.
Fonte e foto: Chaski assessoria, Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG); Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES).
Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória







