Este é o primeiro levantamento com projeções consolidadas após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.
A estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 5,19% para 5,22% neste ano. Há quatro semanas, a previsão era de 5,01%.
A expectativa para a taxa Selic no encerramento de 2026 subiu de 13,25% para 13,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 13,75%, o que indica que os analistas ainda esperam uma redução de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
Já a projeção para o dólar passou de R$ 5,05 para R$ 5,34.
Inflação continua acima do teto da meta
A projeção de 5,22% para o IPCA em 2026 permanece acima do limite superior da meta de inflação, que é de 4,5%.
A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,32% em outubro. Com isso, o indicador acumulou 4,62% em 12 meses.
A desaceleração em relação a setembro, quando o IPCA-15 havia avançado 0,70%, foi influenciada principalmente pela queda na conta de energia elétrica residencial, após a adoção da bandeira tarifária verde em outubro.
Para os próximos anos, o mercado também revisou as expectativas de inflação. A previsão para 2027 passou a 4,76%, enquanto para 2028 a estimativa é de 4%.
Mercado espera juros de 13,5% ao ano
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros permanecem elevados, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e a demanda por produtos e serviços.
Por outro lado, juros menores podem estimular o consumo e os investimentos, mas também aumentar a pressão sobre os preços.
Além da projeção para 2026, o mercado elevou a estimativa para a Selic nos anos seguintes. Para 2027, a previsão passou a 12,5% ao ano. Para 2028, a expectativa subiu para 11%.
Dólar tem projeção elevada para R$ 5,34
A expectativa para a cotação da moeda norte-americana no encerramento de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34.
Para 2027, a estimativa é de R$ 5,40. O mesmo valor é projetado para 2028.
A variação do dólar pode influenciar os preços de produtos importados, combustíveis, insumos utilizados pela indústria e mercadorias negociadas no mercado internacional. Os efeitos também podem chegar ao consumidor, dependendo dos custos de produção e das condições do mercado.
Previsão de crescimento da economia recua
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 caiu de 1,8% para 1,76%. Esta é a terceira semana consecutiva de redução na projeção.
O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e é utilizado para acompanhar o desempenho da economia.
Para 2027, a estimativa de crescimento também foi reduzida, passando de 1,31% para 1,2%. Em 2028, a previsão é de expansão de 1,8%.
Fontes e foto: Agência Brasil, Banco Central do Brasil e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória







