O futuro da pesca e da aquicultura esteve em debate no Espírito Santo. Vitória sediou a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, reunindo pescadores artesanais, aquicultores, pesquisadores, representantes de entidades do setor e gestores públicos para discutir os desafios e as perspectivas da atividade no país. A abertura do evento foi realizada na sede da Petrobras, em Vitória.

Retomada após 16 anos sem realizações, a conferência traz o tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado” e busca fortalecer a participação social na construção de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro e aquícola brasileiro.

O que foi debatido

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, participou da abertura acompanhado da equipe de pesca da Seag e destacou a importância estratégica do encontro.

“A pesca e a aquicultura têm grande importância econômica, social e cultural para o Espírito Santo. A conferência representa um espaço fundamental para ouvir os trabalhadores, identificar desafios e construir propostas que fortaleçam a atividade, promovam a sustentabilidade e garantam melhores condições para as comunidades pesqueiras e aquícolas. É um momento importante de diálogo e planejamento para o futuro do setor”, afirmou Bergoli.

Durante os debates, os participantes discutiram a valorização das comunidades tradicionais, a equidade de gênero no setor pesqueiro, o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Delegados eleitos para Brasília

Além da elaboração de propostas, o encontro foi responsável pela eleição dos delegados que representarão o Espírito Santo na etapa nacional da conferência, prevista para acontecer entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília. Esses delegados levarão à capital federal as demandas e prioridades definidas pelos participantes capixabas.

O contexto nacional

A 4ª Conferência está estruturada sobre três pilares: sustentabilidade, como base do desenvolvimento econômico, social e ambiental; participação social, como princípio estruturante das políticas públicas; e continuidade institucional, assegurando que as propostas se consolidem como políticas de Estado, protegidas de descontinuidades.

O processo foi coordenado pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. A conferência anterior havia sido realizada em 2009, o que torna a retomada agora um marco para o setor.

O Espírito Santo tem posição estratégica nesse debate. O estado possui uma das mais ativas tradições pesqueiras do Sudeste, com destaque para a pesca artesanal no litoral, a aquicultura de água doce no interior e projetos de maricultura em Aracruz e Guarapari.

Fonte e foto: Conexão Safra, Seag-ES, Ministério da Pesca e Aquicultura e Agência Brasil
Da Redação da Jovem Pan News Vitória — Tatiana Sobreira

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