Uma ocorrência impensável chamou a atenção de moradores e motoristas da Praia da Costa, em Vila Velha, na noite desta terça-feira (9). Um homem subiu no capô de um carro parado em um semáforo e permaneceu sobre o veículo durante um trajeto de aproximadamente três quilômetros, até que a condutora encontrasse uma equipe da Polícia Militar.
A motorista, a empresária Andreza Pessini, relatou que havia acabado de deixar a loja que administra em um shopping da região por volta das 18h30 quando foi surpreendida pela ação.
Segundo ela, o homem caminhava pela rua e, ao perceber que o veículo estava parado no sinal, pulou sobre o capô e começou a pedir ajuda.
Sozinha no carro, Andreza afirmou que temeu ser vítima de um assalto. Como reação imediata, fechou os vidros, travou as portas e decidiu seguir em baixa velocidade até localizar uma viatura policial.
Durante o percurso, o homem permaneceu sobre o veículo e conversava com a motorista. De acordo com ela, o indivíduo demonstrava desespero e chegou a pedir que a polícia fosse acionada.
A empresária informou que cogitou acionar a polícia por telefone, mas optou por continuar dirigindo por acreditar que encontraria rapidamente uma equipe de patrulhamento na região da orla.
Após cerca de dez minutos de deslocamento, ela localizou uma viatura da Polícia Militar na Avenida Antônio Gil Veloso, já próximo à Praia da Sereia.
Ao perceber a presença dos policiais, o próprio homem pediu que o veículo fosse parado. Em seguida, desceu do capô, ajoelhou-se e colocou as mãos na cabeça enquanto aguardava a abordagem.
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Polícia Militar realizou abordagem
Em nota, a Polícia Militar confirmou a ocorrência e informou que uma equipe que realizava patrulhamento ostensivo na Praia da Costa foi acionada pela motorista.
Os militares realizaram a abordagem do homem e verificaram sua situação junto aos sistemas policiais. Segundo a corporação, não havia mandados de prisão ou restrições judiciais em aberto contra ele.
Durante a conversa com os agentes, o indivíduo afirmou ser usuário de drogas e apresentou falas consideradas desconexas, alegando que estava sendo perseguido por pessoas que pretendiam matá-lo.
Como não foi constatada prática criminosa no momento da intervenção e não havia representação formal por parte da motorista, o homem foi orientado e liberado.
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Fontes: G1 Espírito Santo e A Gazeta
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







