Tradicionalmente reconhecido pela produção de café, o Espírito Santo vive uma nova fase no agronegócio. Além de manter a liderança nacional em importantes culturas agrícolas, o Estado vem ampliando a diversificação da produção rural e conquistando novos mercados internacionais, fortalecendo sua participação na balança comercial brasileira.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o agronegócio representa um dos principais pilares da economia capixaba, respondendo por cerca de 30% do PIB estadual e por aproximadamente 33% dos empregos gerados na economia — sendo a principal atividade de mais de 80% dos municípios do Estado.
O Espírito Santo ocupa posição de liderança nacional na produção de café conilon, pimenta-do-reino, mamão e gengibre, além de ser referência em cacau, frutas, florestas plantadas, pecuária leiteira, aquicultura e produção de cafés especiais.
Café continua sendo o principal destaque
O café permanece como o carro-chefe do agronegócio capixaba.
O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon, respondendo por cerca de 70% da produção nacional da variedade, segundo dados do Incaper. O Estado também é o terceiro maior produtor de café arábica do país, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo, o que o torna o segundo maior produtor de café do Brasil somando as duas espécies.
Para a safra 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de cerca de 14,8 milhões de sacas de conilon no Estado — crescimento de aproximadamente 5% em relação a 2025 — impulsionada por investimentos em tecnologia, irrigação, mecanização e pesquisa que vêm elevando a produtividade e a competitividade do café capixaba no mercado internacional.
Além da produção em larga escala, cresce também o segmento de cafés especiais, agregando valor ao produto e abrindo oportunidades para pequenos produtores.
Diversificação fortalece o campo
Nos últimos anos, produtores passaram a investir cada vez mais na diversificação das atividades.
Hoje, o Espírito Santo é destaque nacional na produção de:
- pimenta-do-reino — o Estado é o maior produtor e exportador do país, respondendo por cerca de 60% da produção e mais de dois terços das exportações nacionais;
- mamão — maior produtor e exportador brasileiro, com mais de 38% da produção nacional;
- gengibre — líder nacional em produção, com cerca de 75% da safra do país;
- cacau — terceiro maior produtor do Brasil;
- banana;
- coco;
- abacate;
- flores;
- mel;
- pescado cultivado;
- silvicultura.
Essa estratégia reduz riscos provocados por oscilações climáticas ou de preços internacionais e amplia as oportunidades de renda para as famílias rurais.
Exportações crescem
O desempenho da agropecuária também impulsiona as exportações capixabas.
Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e do Agrostat, do Ministério da Agricultura, mostram que os produtos do agronegócio do Espírito Santo chegam a dezenas de países, com destaque para: Estados Unidos, China, União Europeia, México, Japão e Oriente Médio.
O café segue como principal produto da pauta de exportações do agronegócio capixaba, seguido pela celulose e pela pimenta-do-reino — que já chegou a mais de 70 países. O Estado também é o maior exportador nacional de mamão e de gengibre, além de ampliar a presença de produtos como chocolates e derivados de cacau no mercado externo.
Tecnologia impulsiona produtividade
Outro diferencial do agro capixaba é a adoção crescente de tecnologias no campo.
Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com universidades e instituições nacionais, vêm contribuindo para o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas.
Também cresce o uso de: irrigação inteligente; agricultura de precisão; drones; monitoramento climático; energia solar nas propriedades rurais; sistemas sustentáveis de produção.
Esses investimentos aumentam a produtividade e reduzem custos para os produtores.
Sustentabilidade ganha espaço
O Espírito Santo também vem ampliando iniciativas voltadas à produção sustentável.
Projetos de recuperação de nascentes, preservação ambiental, manejo adequado do solo e certificações internacionais permitem que os produtos capixabas conquistem mercados mais exigentes e agreguem valor à produção.
Segundo a Seag, sustentabilidade e inovação serão fatores cada vez mais decisivos para o crescimento do setor nos próximos anos.
Serviço
Produtores interessados em assistência técnica podem procurar: Incaper, Escritórios locais da Seag, Sistema Faes/Senar-ES, Cooperativas agrícolas do município.
Também estão disponíveis programas estaduais de crédito rural, inovação e incentivo à agroindustrialização.
Fonte: Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); Incaper; Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Comex Stat); Ministério da Agricultura (Agrostat).
Edição: Tatiana Sobreira, da redação Jovem Pan News Vitória.







