A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi. A decisão foi tomada nesta terça-feira (25) pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que rejeitou recursos apresentados por credores da companhia.
Com a decisão, fica encerrado o segundo processo de recuperação judicial da empresa, iniciado em 2023 para tentar reorganizar uma dívida de aproximadamente R$ 44 bilhões. A Oi também informou à Justiça que não teria recursos suficientes para manter despesas essenciais e continuar operando.
Esta não é a primeira vez que a Oi entra em processo de falência. A quebra da empresa havia sido decretada em novembro de 2025, mas a decisão foi suspensa após recursos apresentados principalmente pelos bancos Bradesco e Itaú.
Agora, a Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-RJ retomou a decisão de falência. O julgamento foi unânime.
Empresa acumulou bilhões em dívidas
A crise financeira da Oi se arrasta há anos. A companhia chegou a entrar na maior recuperação judicial da história do país, em 2016, com dívidas de aproximadamente R$ 65 bilhões.
Mesmo depois de sair da recuperação judicial, em 2022, a empresa voltou a pedir proteção judicial em 2023, desta vez com débitos na casa dos R$ 44 bilhões. Nos últimos anos, a Oi vendeu importantes ativos, incluindo sua operação de telefonia móvel e parte de sua infraestrutura.
Atualmente, a companhia está concentrada principalmente em operações voltadas ao mercado corporativo, enquanto enfrenta dificuldades para vender ativos e gerar recursos suficientes para cumprir suas obrigações.
O que acontece agora?
Com a falência, começa o processo de liquidação dos ativos da empresa e de pagamento dos credores conforme a ordem prevista na legislação. O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial.
A falência, porém, não significa necessariamente uma interrupção imediata de todos os serviços. As autoridades deverão acompanhar a continuidade de serviços considerados essenciais durante o processo de transição.
Fonte e foto: O Globo, UOL, TJ-RJ e Migalhas. (Migalhas)
Edição: Tatiana Sobreira — Jovem Pan News Vitória







