A economia criativa pode ganhar uma política nacional voltada à geração de emprego, renda, inovação e desenvolvimento regional. Sete ministérios trabalham na elaboração de uma proposta que deverá ser apresentada por meio de decreto interministerial.
A iniciativa pretende integrar cultura, desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e inclusão social. A política deve contemplar atividades como música, audiovisual, moda, artes, turismo, arquitetura, design, mídias digitais, rádio, televisão e tecnologia.
O tema também avançou no Congresso Nacional. A Lei nº 15.130, de 2025, permite que os fundos constitucionais de financiamento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sejam utilizados para apoiar empreendimentos da economia criativa. (Senado Federal)
A medida abre possibilidade de acesso a crédito para microempreendedores individuais, cooperativas, associações, empresas e iniciativas culturais que atuam nesses territórios. A expectativa é que o financiamento ajude a transformar ideias, talentos e produção cultural em negócios sustentáveis.
A senadora Professora Dorinha Seabra, relatora da proposta no Senado, defendeu que o setor pode formar redes de produção, ampliar oportunidades e estimular a criação de postos de trabalho.
Dados do Ministério da Cultura indicam que a economia criativa empregava cerca de 7,4 milhões de trabalhadores no Brasil em 2023. A projeção é que esse número ultrapasse 8,4 milhões até 2030. O segmento representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto brasileiro. (Senado Federal)
Para o Espírito Santo, uma política estruturada pode reforçar setores já presentes no estado, como audiovisual, música, gastronomia, artesanato, turismo cultural, moda, design, tecnologia e produção de conteúdo. O desafio será garantir que empreendedores e coletivos tenham acesso a crédito, formação, espaços de produção e mercados consumidores.
Fonte e foto: Rádio Senado e Ministério da Cultura.
Edição: Tatiana Sobreira, da Redação da Jovem Pan News Vitória.






