Uma tragédia marcou a tarde desta sexta-feira (31) em Nova Rosa da Penha II, em Cariacica, na Grande Vitória. Quatro homens morreram após o desabamento de um paredão de terra e pedras durante uma obra de ampliação realizada nos fundos de uma distribuidora de bebidas.
O acidente ocorreu por volta das 14h37. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a encosta cede repentinamente, lançando grande quantidade de terra, pedras e entulho sobre os trabalhadores, que não tiveram tempo para fugir.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Científica foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência. Apesar da rápida resposta, os quatro trabalhadores morreram ainda no local.
Corpos foram retirados após horas de trabalho
Os trabalhos de resgate duraram várias horas devido ao grande volume de terra e ao risco de novos deslizamentos.
Os corpos das quatro vítimas foram removidos dos escombros ainda durante a noite e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram pelos procedimentos de identificação e necropsia. A área permaneceu isolada para o trabalho da perícia da Polícia Científica.
Quem são as vítimas
As vítimas eram da mesma família e participavam da obra de ampliação do espaço da distribuidora.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, morreram:
- Ronival Moreira de Jesus;
- Ruan Moreira da Luz, filho de Ronival;
- Valdomiro Moreira de Jesus, tio de Ronival;
- Vanderson Santanna, proprietário da distribuidora onde a obra era realizada.
A morte de quatro integrantes ligados à mesma família causou forte comoção entre moradores da região.
O que provocou o desabamento
Até o momento, a causa exata do desabamento ainda não foi confirmada.
As primeiras informações apontam que os trabalhadores realizavam serviços de escavação e ampliação da área da distribuidora, localizada ao lado de um barranco, quando ocorreu o colapso do paredão.
Vídeos mostram que uma grande massa de terra e pedras se desprendeu de forma abrupta, soterrando completamente os trabalhadores.
Peritos da Polícia Científica irão analisar as condições da obra, a estabilidade da encosta, possíveis cortes realizados no terreno e se havia acompanhamento técnico e medidas de contenção adequadas.
Polícia Civil abre investigação
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.
A investigação deverá reunir os laudos da perícia, toda os documentos da obra e as possíveis licenças para a execução da obra, os depoimentos de testemunhas, além da análise sobre responsabilidade técnica da intervenção. Caso sejam constatadas irregularidades, os responsáveis poderão responder criminalmente e também na esfera cível.
Defesa Civil e órgãos técnicos acompanham o caso
Após o acidente, técnicos da Defesa Civil avaliaram o terreno para verificar se ainda existe risco de novos deslizamentos.
O local permanece interditado até a conclusão das análises estruturais e geotécnicas.
Especialistas destacam que obras executadas próximas a taludes ou encostas exigem estudos prévios de estabilidade, drenagem e contenção, especialmente em períodos de solo instável.
Fiscalização do CREA/ES, após a tragédia
Segundo nota divulgada, pela assessoria de imprensa do CREA/ES, uma equipe multidisciplinar do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) esteve presente desde 8h deste sábado (1/8), no local do acidente.
Os engenheiros e fiscais irão apurar durante o dia se os serviços estavam sendo executados com acompanhamento de profissionais habilitados, se havia registros de projetos e Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e se a execução da obra obedecia às exigências das normas técnicas vigentes.
A vistoria também terá como objetivo analisar as condições de segurança da área e do entorno e identificar possíveis riscos estruturais para imóveis vizinhos.
Tragédia gera comoção no Espírito Santo
O acidente repercutiu em todo o Estado pela gravidade da ocorrência e pelas imagens registradas pelas câmeras de segurança.
Moradores relataram que o deslizamento ocorreu em poucos segundos, sem qualquer possibilidade de reação das vítimas.
A tragédia também reacende o debate sobre segurança em obras particulares e a necessidade de acompanhamento por profissionais habilitados em intervenções realizadas próximas a encostas.
Fonte e foto: Folha Vitória; Tribuna Online; Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, G1/ES
Edição: Tatiana Sobreira | Jovem Pan News Vitória





