Trabalhadores terceirizados que atuam na TV Justiça, Rádio Justiça e na Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram um indicativo de greve em razão dos sucessivos atrasos salariais e da falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e pelo Sindicato dos Radialistas do DF. Caso a situação não seja regularizada, a paralisação poderá começar à meia-noite da próxima segunda-feira (15).

Segundo os representantes da categoria, os problemas incluem atrasos no pagamento de salários, férias, auxílio-alimentação e a ausência de recolhimentos do FGTS. Os trabalhadores são contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), responsável pela prestação dos serviços ao STF.

De acordo com os sindicatos, mais de 80 profissionais participaram da assembleia, número que representa mais da metade dos empregados vinculados aos contratos. A categoria teme ainda que a substituição da empresa responsável pelos serviços prejudique o recebimento de verbas trabalhistas pendentes.

Em nota, o Supremo Tribunal Federal informou que os pagamentos à Fundac têm sido realizados regularmente e afirmou que os atrasos relatados são de responsabilidade da contratada. A Corte também destacou que os contratos atuais estão em fase final de vigência e serão substituídos, acrescentando que já adotou medidas administrativas contra a fundação.

A eventual paralisação pode afetar a transmissão das sessões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além da produção de conteúdos institucionais da Corte.

 

Fonte: Agência Brasil

Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória.

Autor