A informação foi divulgada pela assessoria do músico nesta terça-feira (13)
O cantor baiano Netinho morreu após diagnóstico de linfoma não Hodgkin do tipo B, um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. A informação foi divulgada pela assessoria do músico nesta terça-feira (13).
Segundo o comunicado, o linfoma evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. “Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível. Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo”, diz um trecho do texto divulgado pela assessoria.
A equipe do cantor afirmou que, “por desejo expresso do próprio Netinho”, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
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Trajetória de Netinho
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, ele se mudou com a família para Salvador aos 10 anos. Recebeu o primeiro violão da mãe aos 14. Aos 16 anos, ingressou no curso de Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador (UCSal) e, aos 18, passou a conciliar os estudos universitários com apresentações em bares da capital baiana, tocando MPB e bossa nova.
Sua história na música baiana mudou em 1987, quando ingressou na Banda Beijo. A consagração nacional veio no Carnaval de 1988, impulsionada pelo estrondoso sucesso de “Beijo na Boca”. Em seguida vieram outros clássicos do grupo, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A vida é festa”. Em 1993, iniciou a carreira solo e, em 1996, lançou “Mila”, que se tornou um dos maiores hinos da história do axé music e consolidou sua imagem de ídolo nacional. Netinho ajudou a levar a música baiana para palcos da Europa e da América Latina e, paralelamente, atuou como empresário, fundando um estúdio de gravação no Rio de Janeiro e um selo voltado a novos talentos.
Sua trajetória foi marcada por altos e baixos de saúde — em 2013 chegou a passar por AVCs e um período prolongado de afastamento dos palcos —, mas o axé e os sucessos dos anos 1990 permaneceram como sua marca registrada. A última apresentação pública registrada ocorreu em outubro de 2025. O falecimento encerra a carreira de um dos artistas que mais contribuíram para a popularização do ritmo baiano no Brasil e no exterior.
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