Discreta, técnica e longe dos holofotes até pouco tempo atrás, secretária da Assembleia Legislativa entrou de vez nas conversas sobre a sucessão estadual de 2026

Na política, nem sempre quem aparece mais é quem mais cresce. Nos bastidores da sucessão estadual de 2026, um nome que circulava de forma reservada passou a ganhar espaço entre lideranças partidárias e entrou na disputa por uma das vagas mais estratégicas que é a Vice-governadoria.

Trata-se de Joelma Costalonga, secretária da Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Ligada ao presidente da Assembleia e presidente estadual do União Brasil, Marcelo Santos, ela passou a ser defendida dentro do partido como uma alternativa para compor a chapa liderada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB).

A movimentação não acontece por acaso. O União Brasil quer ampliar seu peso na aliança governista e entende que a definição da vice será uma das principais moedas políticas da eleição. Nos bastidores, dirigentes da legenda avaliam que Joelma reúne características que podem fortalecer esse projeto.

Sem nunca ter disputado uma eleição, Joelma construiu sua trajetória longe dos palanques. Foi professora, diretora escolar, radialista, assessora parlamentar e gestora pública antes de assumir uma das áreas consideradas estratégicas da Assembleia.

Hoje, é responsável pela articulação entre o Parlamento e os municípios, função que a colocou em contato permanente com prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do Estado.

Outro fator que ampliou sua visibilidade foi a coordenação do programa Arranjos Produtivos. Segundo dados da Assembleia Legislativa, a iniciativa já beneficiou mais de 25 mil agricultores, distribuiu mais de 2 milhões de mudas e equipamentos agrícolas para 35 municípios capixabas.

Recentemente, Joelma também passou a coordenar o Guardiões da Infância, programa voltado à capacitação de profissionais da saúde, educação e assistência social para identificar sinais de violência contra crianças. A iniciativa rapidamente passou a integrar a agenda institucional da Assembleia em diversas cidades.

Formada em Letras pela Univen e em Pedagogia pela Uniube, com especialização em Didática do Ensino Superior e formação em Gestão Política pelo Ifes, Joelma reúne um perfil predominantemente técnico, característica que aliados apontam como um diferencial para uma eventual composição majoritária.

Apesar da movimentação, a decisão ainda está longe de ser definida. A escolha do vice dependerá das negociações entre os partidos que sustentam o governo Ricardo Ferraço. Até o momento, o governador não anunciou um nome nem declarou preferência pública por qualquer pré-candidato.

Enquanto isso, nos bastidores, o nome de Joelma Costalonga deixou de ser apenas uma possibilidade distante e passou a integrar as conversas sobre a formação da chapa governista. Se conseguirá transformar essa articulação em candidatura, a resposta virá nas próximas etapas das negociações políticas. Mas uma coisa é certa: ela já entrou no radar da sucessão estadual.

 

A trajetória que a levou até aqui

Nascida em Nova Venécia, Joelma comanda hoje a Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa, setor que funciona como elo entre o Parlamento estadual e as prefeituras. É um cargo de bastidor por natureza, mas que, na prática, a colocou em contato direto e contínuo com prefeitos, vereadores e lideranças municipais de todas as regiões do Espírito Santo ao longo dos últimos anos.

O currículo dela não tem urnas. Antes de chegar à Assembleia, passou por salas de aula como professora, por funções de gestão escolar, pela rotina de uma rádio, por gabinetes parlamentares e por cargos da administração pública. É um perfil que mistura formação pedagógica com vivência de máquina pública — Letras pela Univen, Pedagogia pela Uniube, especialização em Didática do Ensino Superior e qualificação em Gestão Política pelo Ifes.

Para os aliados que defendem seu nome, é justamente essa ausência de histórico eleitoral somada à bagagem técnica que funciona como trunfo. A leitura de parte das lideranças do União Brasil é que a experiência administrativa dela, combinada à interlocução já construída com prefeitos e ex-prefeitos, fortaleceria a chapa tanto pelo lado da gestão quanto pelo lado da representatividade feminina dentro da coalizão.

 

Dois projetos que tiraram Joelma do anonimato

O primeiro é o Arranjos Produtivos, voltado ao fortalecimento da agricultura municipal — segundo levantamento da própria Assembleia, a iniciativa já alcançou mais de 25 mil agricultores e distribuiu acima de 2 milhões de mudas, além de equipamentos agrícolas entregues a 35 municípios capixabas.

O segundo, mais recente, é o Guardiões da Infância, que treina profissionais de saúde, educação e assistência social para reconhecer sinais de violência contra crianças — um programa que rapidamente se espalhou pela agenda institucional da Assembleia em diferentes cidades do Estado.

O que ficou claro até aqui

A trajetória de Joelma Costalonga até este ponto resume bem como funciona a engrenagem da política capixaba às vésperas de uma eleição: uma carreira construída fora dos palcos, projetos de execução que geram capital político real, um padrinho político disposto a transformar isso em moeda de troca dentro da aliança — e, no fim, uma decisão que não depende dela, nem do partido que a indicou, mas de uma única assinatura: a do governador, prevista para a segunda quinzena de julho.

Até lá, o nome dela deixou de ser hipótese de bastidor. Tornou-se, oficialmente, candidata à mesa de negociação.

O relógio eleitoral já começou a correr

A pressa por definir nomes não é só estratégica — é também legal. A partir de 4 de julho passam a valer as restrições da legislação eleitoral que antecedem o primeiro turno, incluindo a proibição de assinar novos convênios que envolvam repasse de recursos públicos — regra criada justamente para impedir que o ocupante do cargo use a máquina do governo a seu favor durante a campanha. Por isso, nos dias que antecedem esse prazo, o governador tem corrido para inaugurar obras e formalizar parcerias em diferentes regiões do Estado antes que a janela se feche.

Fontes consultadas: ES Brasil, ES Hoje (coluna Poder ES Hoje), Colina Notícia ES, Rede Notícia ES, TC Online (coluna Informe TC), Tribuna Online (coluna Plenário).

Redação Jovem Pan News Vitória

 

 

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