Investigação apura repasse de informações sigilosas sobre ações policiais e participação em negociações clandestinas de armas e munições
Agentes públicos são investigados no Rio de Janeiro por suspeita de colaborar com atividades criminosas do Comando Vermelho. Segundo as apurações, os investigados teriam usado os cargos que ocupavam para repassar informações privilegiadas sobre operações policiais e participar de negociações clandestinas de armas e munições.
A investigação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Até as 8h10 desta terça-feira, três pessoas haviam sido presas durante a ação: uma em flagrante e outras duas por cumprimento de mandados de prisão.
Investigação começou após apreensão de cocaína
O caso teve início em outubro de 2023, quando a Polícia Civil prendeu um policial militar e outro homem flagrados transportando 100 quilos de cocaína na região suburbana da capital fluminense.
A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura que atuaria de maneira coordenada na compra, no transporte e na distribuição de grandes quantidades de drogas e armas para comunidades sob controle do Comando Vermelho.
As apurações também apontaram a possível participação de pessoas responsáveis por fornecer informações privilegiadas sobre ações policiais, o que poderia favorecer a atuação da facção criminosa.
Policial preso em 2023 foi assassinado
A investigação também busca esclarecer a morte do policial militar preso em outubro de 2023. Ele foi assassinado a tiros em julho deste ano, quando chegava ao condomínio onde morava, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.
O caso é apurado pelas autoridades, mas as informações divulgadas não estabelecem uma relação entre o assassinato e a investigação sobre o suposto esquema de colaboração com a facção.
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Com informações da Agência Brasil
Editado por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







