Uma horta escolar em Vitória está se transformando em um laboratório a céu aberto para estudantes e educadores.

A iniciativa testa tecnologias voltadas à produção sustentável de alimentos, como cultivo vertical, irrigação automatizada e sistema semi-hidropônico.

O projeto busca ampliar as possibilidades da agricultura urbana e incentivar a iniciação científica entre os alunos, aproximando teoria e prática por meio da experimentação.

A proposta integra ações do Programa de Iniciação Científica Júnior do Espírito Santo (PibicJr), permitindo que os estudantes acompanhem o funcionamento dos sistemas, observem o desenvolvimento das plantas e compreendam conceitos relacionados ao uso racional da água e à segurança alimentar.

Especialistas destacam que experiências desse tipo contribuem para a formação de uma consciência ambiental desde cedo e demonstram como a tecnologia pode ser aplicada para enfrentar desafios relacionados à produção de alimentos em áreas urbanas.

Para viabilizar a estrutura, foram realizados investimentos nas instalações elétricas e hidráulicas. Entre as tecnologias avaliadas estão interruptores inteligentes conectados à internet, que permitem o acionamento remoto da irrigação por aplicativo, e válvulas solenoides, utilizadas para controlar automaticamente o fluxo de água no sistema.

Na área de cultivo, o projeto testa a produção vertical em torres de PVC e sistemas semi-hidropônicos com areia. Estão sendo cultivadas espécies como alface, cebolinha, salsinha, pepino e morango. O uso da areia ajuda a manter a umidade próxima às raízes por mais tempo, tornando o sistema mais seguro em caso de interrupção da irrigação ou falta de energia.

Primeira colheita

O projeto já tem dado resultados positivos. Na última segunda-feira (08), apenas um mês depois do primeiro plantio de mudas, ocorreu o início da primeira colheita, com um saldo de 96 pés de alface, que serão distribuídos entre alunos e colaboradores da escola. Também serão distribuídos alguns temperos como cebolinhas e salsinhas. A cada nova colheita, novos plantios serão feitos para dar continuidade às atividades.

Além da produção de alimentos, a horta serve como ferramenta de ensino interdisciplinar, permitindo que os estudantes apliquem conhecimentos de Matemática, Biologia e Educação Ambiental em situações práticas do dia a dia. A expectativa é que, após a conclusão da pesquisa, a estrutura permaneça em funcionamento como ferramenta de ensino e espaço de demonstração de tecnologias voltadas à agricultura urbana.

Além do caráter pedagógico, os modelos testados podem servir de inspiração para outras escolas interessadas em desenvolver hortas com maior eficiência no uso dos recursos naturais.

Fonte e foto: Governo do Estado do Espírito Santo.

Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória.

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