Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) identificou uma relação entre os padrões de alimentação e o risco de depressão em adultos. A pesquisa analisou dados de 7.617 brasileiros de diferentes regiões do país.

Os pesquisadores identificaram dois principais padrões alimentares. Um deles, com maior presença de alimentos de origem animal, esteve associado a uma maior probabilidade de diagnóstico de depressão.

Já uma alimentação considerada anti-inflamatória, com frutas, verduras, castanhas, aveia e grãos integrais, apresentou efeito protetor, reduzindo em cerca de 25% a probabilidade de diagnóstico entre os participantes.

Alimentação e saúde mental

Segundo os pesquisadores, nutrientes presentes nesses alimentos, como ômega-3, gorduras monoinsaturadas e minerais, podem contribuir para o funcionamento do sistema nervoso.

O estudo, porém, não estabelece uma relação de causa e efeito entre alimentação e depressão. Os resultados indicam uma associação e podem ajudar a orientar novas pesquisas sobre a influência da alimentação na saúde mental.

A pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde da Ufes e utilizou dados coletados entre 2016 e 2022 pelo projeto Cume+. O trabalho foi conduzido pelo mestre João Vitor dos Santos, sob orientação do professor José Luiz Rocha.

Fonte e foto: Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Edição: Tatiana Sobreira | Jovem Pan News Vitória

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