A Praia do Sul, em Ericeira, Portugal, será o cenário de uma competição internacional de surfe de canoa entre os dias 14 e 21 de novembro. O Espírito Santo estará representado pela Maori Va’a, equipe sediada em Vila Velha, que levará atletas do município para a disputa.
O Mundial reunirá 20 equipes, sendo sete brasileiras no total. A Maori está entre as representantes do Brasil na competição, ao lado de outras seis equipes nacionais.
Treinamento inclui competição em Aracruz
Antes de embarcar para Portugal, a equipe terá um compromisso importante no calendário capixaba. Nos dias 17 e 18 de outubro, os atletas participarão de uma etapa do Campeonato Estadual, em Santa Cruz, no município de Aracruz.
A competição será utilizada como parte da preparação para o Mundial. A Maori pretende aproveitar as baterias para testar ajustes técnicos, observar o desempenho dos atletas e trabalhar a tomada de decisões durante as provas.
Com novos integrantes incorporados ao clube, a equipe terá cinco formações na competição estadual: três masculinas, uma mista e uma feminina.
A Maori mantém sua estrutura de surfe de canoa na Ponta da Fruta, em Vila Velha, enquanto os treinamentos de remada são realizados na Praia da Sereia.
Experiência nas ondas faz parte da preparação
As competições disputadas ao longo do ano servem também como preparação para o desafio internacional. Em 2025, a Maori terminou o ranking brasileiro na terceira colocação da categoria masculina, depois de participar das etapas de Saquarema, Vila Velha e Pipa.
Já em 2026, a formação mista venceu a primeira etapa do Campeonato Brasileiro.
Os resultados, no entanto, não representam uma classificação para o Mundial. A participação da equipe na competição internacional ocorre de forma independente do circuito brasileiro.
Para os atletas, cada etapa é uma oportunidade de aperfeiçoar procedimentos e entender como a equipe reage às diferentes condições encontradas no mar.
Técnica e leitura do mar
As baterias têm duração de 20 minutos e exigem que os integrantes trabalhem de forma coordenada. De acordo com Obed Ribeiro, os critérios de pontuação consideram tanto a performance no surfe quanto as evoluções realizadas durante a bateria.
Segundo ele, aproximadamente 70% da nota correspondem ao surfe e 30% às evoluções da equipe.
A preparação envolve ainda o controle da canoa, a atuação conjunta dos integrantes e os procedimentos relacionados à segurança. A análise das ondas também faz parte da estratégia, já que tamanho, frequência e comportamento do mar podem modificar a dinâmica da disputa.
Entre as competições do circuito brasileiro, Obed cita a etapa de Saquarema, na Praia de Itaúna, como uma das que mais exigem dos atletas por causa das características do mar.
Vila Velha terá representante no Mundial
A formação que seguirá para Portugal reúne Obed Ribeiro, Leonardo Ferreira, Claudio Costa, conhecido como Jerry, e Priscila Bandeira.
De acordo com Obed, a Maori será a única equipe de Vila Velha na competição internacional.
No Mundial, os capixabas encontrarão equipes brasileiras e representantes de Portugal, França, Inglaterra, Estados Unidos, Havaí e País Basco.
Além da Maori Va’a, as outras seis equipes brasileiras relacionadas para a competição são Pipa Vaa, Macaé Hoe Mista, Macaé Hoe Masculina, Pipa Ohana Vaa, Pipa Ohana Vaa II e Dragões do Mar.
“Buscamos aprimorar e dar o melhor de nós, resultados são como o mar, imprevisíveis”, afirma Obed Ribeiro.
Calendário segue depois da competição
A participação em Portugal não encerra a temporada da Maori. Após o Mundial, a equipe voltará a disputar o Campeonato Brasileiro.
O calendário prevê uma etapa em Pipa, em dezembro de 2026, seguida pela competição de Saquarema, em março de 2027, que encerrará o circuito.
A expectativa da equipe é utilizar a experiência internacional para aperfeiçoar os treinamentos e levar novos conhecimentos para as próximas etapas nacionais.
Fonte e fotos: informações fornecidas pela equipe Maori.
Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória







