A composição do Congresso Nacional que tomará posse em 2027 terá maioria de parlamentares classificados nas faixas de baixa ou muito baixa convergência com a agenda de proteção ambiental e climática, segundo levantamento do Observatório do Clima divulgado nesta semana e publicado pela Agência Brasil.

De acordo com a análise, 68,9% dos parlamentares eleitos para a 58ª Legislatura estão nas faixas consideradas de baixa convergência ambiental. O levantamento considera o histórico de atuação e votação dos congressistas em relação a temas relacionados à proteção ambiental e climática.

O resultado chama atenção principalmente no Senado. Segundo o estudo, 64 dos 81 senadores, o equivalente a 79% da Casa, estão classificados nas faixas de baixa ou muito baixa convergência com a agenda ambiental.

O levantamento é do Observatório do Clima, uma rede de organizações que acompanha políticas relacionadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

A classificação utilizada pelo estudo busca medir o grau de convergência entre a atuação parlamentar e uma agenda de proteção ambiental e climática. Por isso, os percentuais apresentados não representam uma previsão sobre como cada parlamentar irá votar em todas as futuras propostas ambientais.

A análise deve ser entendida como um retrato baseado no histórico considerado pelo Observatório do Clima e aplicado aos parlamentares que formarão o Congresso a partir de 2027.

Nova composição do Congresso

As eleições de 2026 modificaram a composição das duas Casas do Legislativo. Na Câmara dos Deputados, dos 513 eleitos, 183 exercerão o primeiro mandato, o equivalente a uma renovação de 35,67%. Outros 301 deputados foram reeleitos e 29 ex-deputados retornarão à Casa. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento divulgado pela Agência Brasil.

No Senado, 54 das 81 cadeiras foram disputadas neste ano, o equivalente a dois terços da Casa. Os novos senadores eleitos se juntam aos 27 parlamentares que já possuem mandato até 2031.

A mudança na composição do Congresso pode influenciar a discussão de projetos relacionados a diferentes áreas, entre elas meio ambiente, mudanças climáticas, licenciamento, exploração de recursos naturais e políticas de adaptação.

Meio ambiente e mudanças climáticas

A discussão ganha importância diante dos desafios ambientais enfrentados pelo país, como eventos climáticos extremos, desmatamento, queimadas, preservação de biomas, segurança hídrica e transição para uma economia de menor emissão de carbono.

A agenda ambiental também tem relação direta com setores econômicos estratégicos, como agricultura, mineração, energia, petróleo e gás, infraestrutura e comércio exterior.

Por isso, decisões tomadas pelo Congresso podem ter efeitos sobre regras de licenciamento, investimentos, políticas de conservação, fiscalização e programas voltados à adaptação climática.

Fonte: Agência Brasil, Observatório do Clima e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foto: internet

Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória

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