Pesquisadores de todo o país já podem participar da chamada pública lançada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para financiar estudos sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual.
O edital prevê R$ 60 milhões em investimentos destinados ao desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnologias e produtos inovadores voltados ao enfrentamento da doença, com foco em soluções que possam ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições estão abertas até 12 de agosto de 2026. (Serviços e Informações do Brasil)
Recursos apoiarão pesquisas em todo o país
Do total de recursos anunciados, R$ 50 milhões serão destinados pelo MCTI, por meio do CNPq, para financiar projetos científicos. Outros R$ 10 milhões serão aplicados na criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual, voltada à integração entre pesquisadores e instituições.
Segundo o edital, poderão ser apoiados estudos que desenvolvam:
- novas formas de diagnóstico precoce;
- tratamentos mais eficazes;
- tecnologias aplicadas ao SUS;
- estratégias de prevenção;
- pesquisas sobre saúde menstrual e qualidade de vida das mulheres;
- inovação em equipamentos e produtos para assistência à saúde feminina.
Doença afeta milhões de mulheres
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir ovários, intestino, bexiga e outros órgãos.
Entre os principais sintomas estão: cólicas menstruais intensas; dor pélvica crônica; dor durante as relações sexuais; alterações intestinais e dificuldade para engravidar.
Especialistas alertam que o diagnóstico costuma levar vários anos, o que pode comprometer a qualidade de vida e a fertilidade das pacientes.
Espírito Santo também poderá ser beneficiado
A chamada pública representa uma oportunidade para universidades e centros de pesquisa do Espírito Santo, como a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), além de hospitais universitários e instituições voltadas à pesquisa em saúde.
Projetos aprovados poderão contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e protocolos clínicos, beneficiando diretamente pacientes atendidas pelo SUS no estado.
Além disso, os resultados das pesquisas poderão subsidiar futuras políticas públicas voltadas à saúde da mulher e à redução do tempo de diagnóstico da doença.
Saúde da mulher ganha prioridade
O investimento faz parte da estratégia nacional de fortalecimento da pesquisa científica em saúde da mulher e está alinhado à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2023–2030.
A expectativa do governo é ampliar a produção de evidências científicas, estimular a inovação e melhorar o atendimento às mulheres em todo o país por meio de soluções aplicáveis na rede pública de saúde. (Serviços e Informações do Brasil)
Fonte e foto: Agência Brasil; CNPq; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Edição: Tatiana Sobreira | Jovem Pan News Vitória







