Bancários de todo o país realizam nesta quinta-feira (20) uma paralisação de 24 horas em meio ao impasse nas negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.
A mobilização foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A paralisação ocorre após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). (Metrópoles)
O movimento pode afetar principalmente o atendimento presencial nas agências, mas a adesão e o impacto variam de acordo com cada região. A paralisação não significa, necessariamente, que todas as unidades bancárias estarão fechadas. (Litoral na Rede)
Quais são as reivindicações?
Entre os principais pedidos dos trabalhadores estão:
- 5% de aumento real, além da reposição da inflação;
- aumento do piso salarial da categoria;
- reajuste do vale-refeição;
- aumento do vale-alimentação;
- valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A categoria também contesta propostas discutidas nas negociações que envolviam diferentes faixas de reajuste, congelamento do piso de ingresso e diferenciação de benefícios entre trabalhadores de cidades maiores e menores.
Bancos recuaram de parte das propostas
Durante as negociações realizadas nesta semana, a Fenaban recuou de algumas propostas que haviam provocado reação dos trabalhadores.
Entre os pontos retirados estavam a possibilidade de reajustes diferentes por faixas salariais, a diferenciação dos vales-refeição e alimentação conforme o tamanho das cidades e o congelamento do piso de ingresso.
Apesar do recuo, não houve apresentação de um índice de reajuste salarial na rodada mais recente, mantendo o impasse entre representantes dos bancos e dos trabalhadores.
As negociações devem ser retomadas na segunda-feira (24).
Atendimento ao público pode ser afetado
Para os clientes, a principal consequência da mobilização pode ser a redução ou suspensão do atendimento presencial nas agências que aderirem ao movimento.
Os canais digitais dos bancos, como aplicativos e internet banking, continuam sendo alternativas para pagamentos, transferências e outras operações.
Também é importante lembrar que a paralisação não altera automaticamente os vencimentos de contas. O consumidor deve manter atenção às datas de pagamento para evitar juros ou multas.
Caixas eletrônicos e serviços digitais também podem continuar disponíveis, embora o funcionamento possa variar conforme a instituição e a localidade.
Paralisação acontece em todo o país
A mobilização foi aprovada por sindicatos de diferentes estados.
Na Paraíba, por exemplo, cerca de 3,8 mil trabalhadores integram a categoria, e o sindicato informou que o impacto sobre as agências dependerá da adesão em cada unidade.
No Rio de Janeiro, sindicatos também confirmaram participação na paralisação nacional, com previsão de suspensão do atendimento em unidades que aderirem ao movimento.
No Espírito Santo, a orientação para os clientes é acompanhar as informações dos sindicatos e dos próprios bancos sobre o funcionamento das agências nesta quinta-feira.
Negociação ainda não terminou
A paralisação tem caráter de pressão durante a campanha salarial e não representa o encerramento das negociações.
O objetivo dos trabalhadores é pressionar a Fenaban por uma proposta que contemple reajuste salarial e avanços nos demais pontos da pauta.
Com a retomada das negociações prevista para segunda-feira (24), o resultado da mobilização desta quinta poderá influenciar os próximos passos da campanha.
O que o cliente deve fazer nesta quinta
Se precisar ir à agência: confirme antes se a unidade estará funcionando.
Pagamentos: não deixe contas vencerem esperando uma eventual normalização do atendimento.
Aplicativos: utilize internet banking e aplicativos para operações disponíveis.
Pix: continua sendo uma alternativa para pagamentos e transferências.
Caixas eletrônicos: podem permanecer disponíveis, dependendo da unidade.
Fonte e foto Agência Brasil e informações de sindicatos da categoria. (Folha de S.Paulo), © Elza Fiúza/Agência Brasil
Edição: Tatiana Sobreira — Jovem Pan News Vitória







