Estudantes capixabas poderão ter mais oportunidades de conhecer pontos turísticos, espaços culturais e locais de importância histórica e ambiental do Espírito Santo por meio de atividades escolares. Duas propostas apresentadas na Assembleia Legislativa do Estado (Ales) tratam do turismo como ferramenta de aprendizagem e de valorização do patrimônio capixaba.

Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 440/2024, de autoria da deputada estadual Iriny Lopes (PT), que propõe a criação do Programa de Incentivo ao Turismo Pedagógico. A iniciativa contempla estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior das redes pública e privada.

Outra proposta, o PL 628/2024, de autoria do deputado Sergio Meneguelli (Republicanos), prevê o programa “Conhecendo o Espírito Santo”, com incentivo a atividades educativas em pontos turísticos do Estado.

As iniciativas têm objetivos semelhantes, mas são projetos distintos. Nenhuma delas deve ser tratada como obrigação já vigente para as instituições de ensino.

Visitas e atividades fora da sala de aula

O PL 440/2024 propõe facilitar o acesso dos estudantes a espaços de valor cultural, artístico e turístico. Entre as atividades previstas estão visitas a museus, centros culturais, parques e cidades históricas e turísticas.

A proposta busca relacionar os conteúdos trabalhados em sala de aula com experiências práticas, além de estimular a preservação do patrimônio e o conhecimento sobre a história e a cultura do Espírito Santo.

A autora também aponta a possibilidade de o turismo pedagógico contribuir para a economia local e para o desenvolvimento de regiões com potencial turístico.

Projeto prevê aproximação com a história capixaba

O PL 628/2024, denominado “Conhecendo o Espírito Santo”, propõe estimular escolas públicas a desenvolver visitas, pesquisas e eventos em locais turísticos do Estado.

Entre os exemplos de espaços que podem contribuir para atividades educativas estão a Ruína de Queimados, na Serra; o monumento do Buda, em Ibiraçu; a Aldeia Temática, em Aracruz; e o Santuário Jesuítico, em Anchieta.

Esses locais permitem abordar temas como história regional, patrimônio cultural, tradições religiosas, imigração e formação das comunidades capixabas.

A proposta também busca fortalecer o vínculo dos estudantes com o território onde vivem e ampliar o conhecimento sobre a diversidade cultural e ambiental do Estado.

O que falta para as propostas avançarem?

Os projetos precisam seguir a tramitação legislativa na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Conforme as informações divulgadas sobre as iniciativas, a análise envolve comissões temáticas, incluindo áreas como Justiça, Educação, Cultura, Turismo e Finanças, antes de eventual votação em plenário.

A apresentação de um projeto de lei não significa que ele já tenha sido aprovado ou que as escolas estejam obrigadas a organizar as atividades. A implementação dependerá da conclusão do processo legislativo e, se houver aprovação, das regras estabelecidas para sua aplicação.

Fontes e foto: Assembleia Legislativa do Espírito Santo

Edição: Tatiana Sobreira, redação Jovem Pan News Vitória

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