O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (13) que sua filiação ao Partido Missão foi fraudada. O registro no sistema da Justiça Eleitoral provocou um impasse e, até o momento, impede a formalização da candidatura do parlamentar.
Flávio aparece como desfiliado do PL e filiado ao Missão desde quarta-feira (12). A legenda tem Renan Santos como candidato à Presidência da República, e o caso está em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que houve uma fraude em sua filiação partidária e disse que o episódio não irá interromper sua caminhada rumo à disputa presidencial.
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No vídeo, o senador também anunciou uma transmissão ao vivo para as 19h desta quinta-feira em seu canal no YouTube e convocou apoiadores para um evento em Copacabana, no Rio de Janeiro, marcado para domingo (16), com concentração a partir das 10h, próximo ao Posto 5.
Missão diz que tentou cancelar filiação
Em nota, o Partido Missão afirmou que também foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro.
Segundo a legenda, o sistema identificou a suposta irregularidade e tentou realizar o cancelamento da filiação no mesmo dia. A solicitação, no entanto, teria sido rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O partido afirmou ainda que alertou o gabinete do senador sobre o episódio no dia 2 de agosto. De acordo com o Missão, os e-mails enviados foram abertos, mas não receberam resposta.
Segundo informações divulgadas pelo g1, prints apresentados pela legenda mostram mensagens enviadas ao e-mail do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado no dia 2 de agosto e abertas pelo destinatário no dia seguinte.


Em outro trecho da nota, o Missão afirmou que não tem interesse em receber o senador em seus quadros.
“Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, informou a legenda.
O partido declarou que pretende tomar medidas junto à Polícia Federal e ao TSE para identificar os responsáveis pela suposta fraude.
“A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”, diz outro trecho do comunicado.
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Kim Kataguiri fala em hackeamento
Ao g1, o deputado federal Kim Kataguiri, do Missão, afirmou que o partido foi alvo de um hackeamento.
Segundo o parlamentar, a legenda pretende acionar as autoridades para investigar o caso e responsabilizar os envolvidos.
“Repudiamos o hackeamento e vamos acionar as autoridades para apurar o caso e punir os responsáveis. Eu, como presidente do conselho de ética do partido, jamais aceitaria a filiação de um corrupto inepto ligado ao crime organizado”, afirmou Kim Kataguiri ao g1.
TSE informa que registro foi feito por representante do PL
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral informou nesta quinta-feira que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão foi feita por um representante da própria legenda.
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.”
No sistema da Justiça Eleitoral, o senador aparece como desfiliado do PL no dia 12 de agosto e filiado ao Missão na mesma data.
A alteração foi identificada pela equipe de Flávio Bolsonaro no momento em que representantes da campanha tentavam acessar o sistema para formalizar o registro da candidatura à Presidência.
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica do senador, se reuniu com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, nesta quinta-feira. Segundo a defesa, o ministro afirmou que seriam adotadas as providências cabíveis.
A equipe jurídica de Flávio deve solicitar o restabelecimento da filiação ao PL e também pretende pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar o caso.
Campanha quer registrar candidatura ainda nesta quinta-feira
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que a equipe jurídica trabalha para resolver o problema e que a expectativa é concluir o registro da candidatura ainda nesta quinta-feira.
A defesa do senador busca esclarecer como ocorreu a alteração e identificar os responsáveis.
O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15). No caso da Presidência da República, os pedidos devem ser apresentados diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral.
A reportagem acompanha o caso e será atualizada caso haja uma nova manifestação de Flávio Bolsonaro, do PL, do Partido Missão ou uma decisão do TSE.
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Fontes: G1, O Globo e assessorias de comunicação
Editado por Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Vitória







