Um grupo formado por dirigentes, ex-jogadoras, especialistas e representantes do futebol feminino passou a liderar um movimento de contestação à gestão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em meio à crise envolvendo a governança da entidade.

As críticas ganharam força após a proposta de criação de uma nova empresa para administrar ativos comerciais da FIFA, com abertura para investimentos externos. A iniciativa gerou preocupação entre federações e representantes do futebol sobre transparência, concentração de poder e os impactos na gestão do esporte.

Debate vai além do investimento

Embora o investimento externo tenha servido como estopim para a mobilização, o grupo afirma que a discussão envolve questões mais amplas.

Entre os principais pontos levantados pelo grupo aponta para uma maior transparência nas decisões da FIFA, para o fortalecimento da governança da entidade, a ampliação da participação das mulheres em cargos de liderança, mais investimentos permanentes no futebol feminino e a prestação de contas sobre receitas provenientes das grandes competições.

Segundo as representantes do movimento, o crescimento do futebol feminino precisa ser acompanhado por uma gestão mais democrática e participativa.

Mulheres ganham protagonismo

Nos últimos anos, o futebol feminino conquistou maior espaço internacional, impulsionado pelo aumento de investimentos, crescimento de público e realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.

Nesse contexto, dirigentes e atletas defendem que as mulheres tenham participação efetiva nas decisões estratégicas da FIFA e das confederações nacionais, argumentando que a expansão da modalidade exige mudanças também na estrutura de governança.

Críticas surgem em momento decisivo

A pressão ocorre justamente quando a FIFA discute novos modelos de financiamento para suas competições e ativos comerciais.

A proposta prevê captar bilhões de dólares com investidores privados para uma subsidiária responsável pelos direitos comerciais da entidade, iniciativa que divide opiniões entre dirigentes e federações nacionais. Enquanto defensores afirmam que o modelo ampliará receitas, críticos temem perda de autonomia e menor transparência na administração dos recursos.

Reflexos para o Brasil

O debate também desperta interesse no Brasil, que sediará a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, a primeira realizada na América do Sul.

Especialistas avaliam que as discussões sobre governança poderão influenciar diretamente o legado do torneio, especialmente em temas como investimentos no futebol feminino, igualdade de oportunidades e participação das mulheres em cargos de comando das entidades esportivas.

Pressão por uma FIFA mais inclusiva

Para as lideranças envolvidas no movimento, o crescimento comercial do futebol deve ser acompanhado por mecanismos mais robustos de transparência, diversidade e responsabilidade institucional.

Elas defendem que a expansão do esporte seja acompanhada por uma estrutura de gestão que represente melhor atletas, clubes, federações e torcedores, fortalecendo a credibilidade da principal entidade do futebol mundial.

Fonte e foto Agência Brasil.

Edição: Tatiana Sobreira | Jovem Pan News Vitória

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