Um homem de 60 anos foi preso suspeito de participar da morte de gatos a pauladas em uma granja localizada na zona rural de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Outro funcionário investigado conseguiu fugir antes da chegada da polícia e é considerado foragido. A prisão ocorreu após denúncias encaminhadas à Ouvidoria da Polícia Civil sobre supostos maus-tratos contra os animais.

Segundo as investigações, diversos gatos que viviam na propriedade teriam sido mortos de forma violenta. Várias armadilhas foram encontradas no local. Durante a operação, os policiais localizaram o suspeito no local e cumpriram o mandado de prisão. O segundo investigado não foi encontrado e segue sendo procurado.
Crime de maus-tratos prevê pena de prisão
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a responsabilidade dos envolvidos e esclarecer a motivação das mortes dos animais.
Desde 2020, a Lei Federal nº 14.064 aumentou as penas para casos de maus-tratos contra cães e gatos. A legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda dos animais quando o crime é comprovado.
Caso as investigações confirmem que os gatos foram mortos mediante agressões, os suspeitos poderão responder por maus-tratos com resultado morte.
Maus-tratos podem ser denunciados
A Polícia Civil reforça que denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas de forma anônima por meio da Delegacia Online, do Disque-Denúncia 181 ou diretamente às autoridades policiais e órgãos ambientais.
Especialistas lembram que abandono, agressões físicas, envenenamento, privação de alimento, água, abrigo ou atendimento veterinário também configuram maus-tratos e são crimes previstos na legislação brasileira.
A investigação continua para localizar o segundo suspeito e esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Fontes e fotos: G1 Espírito Santo, Polícia Civil do Espírito Santo.
Edição: Tatiana Sobreira – Redação Jovem Pan News Vitória.






