Que a arte transforma a vida das pessoas é fato. Iniciativas ao redor do mundo nos fazem lembrar da importância do que vai além dela mesma. A arte mistura, compartilha, transforma e ampara quem mergulha dentro dela. Inicialmente chega da forma mais desavisada. Nos primeiros contatos, ela nem se identifica, somente se aconchega e abre os nossos olhos para dentro.

No Brasil, é comum vermos artistas que operam milagres em comunidades, escolas, asilos, hospitais, ruas, casas, templos, arenas… Palcos improvisados e demarcados, preparados para dar identidade entre a plateia e a arte em movimento.

E na Barra do Jucu, em Vila Velha, isso não é discurso: é domingo a domingo, às 15h, com crianças que ainda descobrem o palco, e às 16h10, com quem já carrega histórias que pedem para ser contadas.

A Oficina de Teatro orientada por Carmen Judithsk acontece no Teatro de Garagem, com apoio cultural do República da Barra, e divide as turmas por faixa etária: até 14 anos no primeiro horário, acima de 14 anos no segundo. Gratuita. Aberta. Plural.

Mas o que começou como formação foi crescendo por dentro, e virou algo maior.

 

        Quando a Oficina se transforma e vira companhia

Do processo coletivo da oficina nasceu a Companhia AtrizES da Barra, formada por cinco mulheres: Carmen Judithsk, Clarisse Santos Neves, Isis Martins, Maré Musso e Maria Bernadete Morosini. O nome já diz muito: são atrizes, são do Espírito Santo, e escolheram ficar, criar e circular com a arte pelas próprias mãos.

O grupo escreve seus próprios textos. Também interpreta obras de outros autores. Constrói uma pesquisa cênica que mistura dramaturgia, memória e escuta, e que aposta no diálogo com o público como parte essencial do processo criativo.

“Além do desenvolvimento de técnicas teatrais, a oficina estimula a criação autoral e a reflexão sobre questões contemporâneas por meio da arte”, conta Carmen Judithsk.

O encontro que se aproxima

O trabalho construído ao longo do tempo ganha forma pública no dia 1º de agosto, às 19h, no próprio Teatro de Garagem. O encontro dramatúrgico proposto pela companhia não é uma apresentação convencional, é um convite ao espectador para embarcar em uma viagem sobre si mesmo e sobre o mundo.

Entre relatos, personagens, memórias e questionamentos, a montagem explora identidade, relações humanas e cotidiano de uma forma que não separa o palco da plateia, mas os aproxima.

É arte que não se fecha em si mesma, é arte que pergunta, que inclui, que responde.

 

A iniciativa reforça algo que comunidades menores raramente recebem: uma cena artística própria, construída por quem mora e vive ali, e que não depende de grandes estruturas para acontecer.

Garagem, domingos, julhos (atemporalidade) e qualquer idade. A arte circula por várias mãos,e de graça.

SERVIÇO
Oficina de Teatro — Domingos de julho
Até 14 anos: 15h | Acima de 14 anos: 16h10
Teatro de Garagem — Barra do Jucu, Vila Velha/ES
Apoio cultural: República da Barra

Companhia AtrizES da Barra
Carmen Judithsk, Clarisse Santos Neves, Isis Martins, Maré Musso e Maria Bernadete Morosini

Encontro Dramatúrgico
1º de agosto | 19h | Teatro de Garagem — entrada gratuita

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa

Por Tatiana Sobreira — Redação Jovem Pan News Vitória

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