O Brasil afastou 4.318 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil ao longo de 2025. O número foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira, 12 de junho, Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

Os afastamentos foram resultado de 10.234 ações fiscais no ano passado, o maior número da última década no enfrentamento a esse tipo de violação de direitos. O dado mostra avanço, mas também revela a dimensão do problema: crianças ainda trabalham em lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e feiras, muitas vezes sob os olhos de quem passa.

A situação é grave. Mais de 70% das crianças e adolescentes identificados estavam inseridos em formas de trabalho com graves riscos à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico. Não se trata de ajudar em casa ou dar uma mão no comércio da família. São condições que comprometem o futuro de quem ainda deveria estar na escola.

O Espírito Santo aparece entre os estados com maior número de resgates em 2025, ao lado de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro.

Nos primeiros quatro meses de 2026, outros 1.108 menores já foram afastados de situações irregulares. O ES segue na lista dos estados com mais ocorrências registradas neste começo de ano.

Para Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, a fiscalização é o principal instrumento de proteção. Segundo ele, a atuação dos auditores é essencial para identificar, interromper e prevenir o trabalho infantil e garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o país.

Denúncias de trabalho infantil podem ser feitas pelo Sistema Ipê, plataforma online mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego: ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br

Fontes e foto: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),| Agência Brasil/EBC

Edição: Tatiana Sobreira, da Redação Jovem Pan News

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