Um novo sensor de baixo custo para monitoramento da qualidade do ar será apresentado durante o Acampamento Terra Livre 2026, em Brasília. A tecnologia nacional busca ampliar o controle da poluição atmosférica, especialmente em regiões remotas como a Amazônia.
O equipamento será exibido na programação do Abril Indígena, dentro da tenda da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), durante o evento que ocorre até o dia 11 de abril.
Desenvolvido para a realidade brasileira, o sensor apresenta vantagens em relação aos modelos importados, que atualmente predominam no país e têm custo elevado, além de dificuldades de manutenção fora dos grandes centros urbanos.
Tecnologia adaptada à Amazônia
Um dos diferenciais do novo equipamento é a adaptação às condições ambientais da região amazônica. Segundo os desenvolvedores, sensores tradicionais sofrem com a entrada de insetos, poeira e outros fatores que comprometem o funcionamento.
O modelo nacional conta com um sistema de proteção interna, aumentando a durabilidade e a confiabilidade das medições.
Além disso, o dispositivo é capaz de armazenar dados mesmo sem conexão com a internet e permite integração com outros equipamentos, favorecendo a criação de redes de monitoramento mais amplas.
Expansão e impacto ambiental
A expectativa é que, com a ampliação da chamada RedeAr, o número de sensores instalados no país chegue a 200 até o fim do ano. A iniciativa também pretende fortalecer ações de educação ambiental e políticas públicas voltadas à prevenção e combate às queimadas.
O Acampamento Terra Livre reúne milhares de lideranças indígenas de todo o país e é considerado o maior evento do movimento indígena no Brasil, com debates sobre clima, território e direitos.
Fonte: Agência Brasil
Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Vitória







