O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não é e nunca foi amigo de Jeffrey Epstein. “Epstein e um canalha mentiroso e “autor” chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha presidência”, escreveu o republicano em uma publicação feita nesta segunda-feira (02), no Truth Social.
Em sua publicação, ele ainda enfatizou que nunca foi a ilha de Epstein. “Nunca fui à ilha infestada de Epstein, mas quase todos esses democratas corruptos e seus doadores foram”, escreveu e afirmou que vai processar alguns membros da “esquerda radical”.
Na sexta-feira (30), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos disponibilizou novos documentos sobre o caso Epstein. Ao todo foram mais de três milhões de arquivos e Trump foi citado em alguns deles. Sendo uma das acusações abuso de uma menores de idade de 13 anos.
“Jeffrey Epstein trazia as crianças e Trump as leiloava. Ele media a vulva e a vagina das crianças inserindo um dedo e classificava-as de acordo com a firmeza”, diz parte do documento que contém a denúncia contra o presidente dos EUA.
Nas declarações, foi informado que Trump teria se relacionado com uma menor de idade e “participava regularmente do pagamento de dinheiro para obrigá-la a praticar atos sexuais com ele”, além de ter presenciado o momento em que o tio da jovem “assassinou seu filho recém-nascido”.
Trump questiona a credibilidade dos documentos
As aparições do nome de Trump nos documentos do caso Epstein não são novidades. Ele, inclusive, teria viajado no jato privado do financista. No final de 2025, o Departamento de Justiça americano chegou a qualificar algumas das alegações como “falsas e sensacionalistas”, afirmando que, se tivessem credibilidade, já teriam sido usadas contra Trump.
O presidente de 79 anos, que não foi acusado de crimes ligados a Epstein, chegou a declarar ser contra a publicação total dos arquivos, pois isso poderia prejudicar pessoas inocentes, acrescentando que “todo mundo era amigo desse cara”.
Investigações sobre Epstein
A polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciou a investigação contra Epstein em 2005, após a família de uma menina de 14 anos relatar que ela havia sido abusada em sua mansão. O Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI, na sigla em inglês) juntou-se ao caso, e as autoridades coletaram depoimentos de várias adolescentes que afirmaram ter sido contratadas para realizar “massagens sexuais” em Epstein.
Apesar disso, os promotores acabaram oferecendo a Epstein um acordo que lhe permitiu evitar um processo federal. Ele declarou-se culpado de acusações estaduais de prostituição envolvendo menor de 18 anos e foi condenado a 18 meses de prisão.
*Por Sarah Américo







