O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (21) que não vai aplicar tarifas contra importações oriundas de oito países europeus. A decisão se deu após reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Por meio de publicação no Trust Social, o republicano afirmou que “estabeleceu bases” com a liderança da aliança militar “para um futuro acordo em relação à Groenlândia e toda região do Ártico”.
Criado em 1949 por iniciativa dos Estados Unidos, atualmente a Otan possui 32 países-integrantes, incluindo as nações que Trump havia anunciado a aplicação de tarifas a partir de 1º de fevereiro: Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Suécia. Essa medida do líder norte-americano tinha como objetivo pressionar a compra da Groenlândia por Washington.
Na publicação, Trump disse que, caso a solução acordada com Rutte seja “consumada”, “será ótima para os Estados Unidos e a todas as nações da Otan”, mas não detalhou quais foram as medidas definidas na reunião. O republicano afirmou que estão sendo realizadas “discussões adicionais” sobre o sistema de defesa antimíssil intitulado de Cúpula Dourada em questões que “envolvem a Groenlândia”.
O presidente dos Estados Unidos acrescentou que mais informações serão comunicadas a medida que as negociações avançarem. Segundo Trump, o seu vice, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, dentre outras autoridades estarão responsáveis pelas tratativas.
Ainda em seu primeiro mandato, Trump já defendia que os Estados Unidos anexassem a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. Quando o republicano retornou a Casa Branca, em janeiro de 2025, a pauta ressurgiu. O presidente norte-americano argumenta que a região é estratégica para a segurança nacional. Especialistas avaliam que Washington quer controlar todas as rotas marítimas para dificultar o comércio da China. Além disso, o local é rico em petróleo, gás natural e minerais, no entanto, a exploração dos insumos é restrita devido às regras estabelecidas pelas autoridades dinamarquesas.
*Por Júlia Mano







